Dizem que a torcida reflete o que vê em campo e, de certa forma, isso é verdade. Mesmo sem a conquista do título da Copa do Brasil, o estádio inteiro parou após o jogo da última quarta-feira para aplaudir os atletas pela garra e dedicação que mostraram durante toda a competição.

Mas a motivação nem sempre vem de dentro pra fora, do time para a torcida. Dessa vez está sendo diferente. Tristes pelo resultado, os jogadores coxas-brancas passaram momentos de reflexão e sofrimento, mas foi um garotinho de apenas oito anos que apareceu para levantar a cabeça de todos e mostrar que este time tem muito mais para conquistar.

PedroFigueiredo Mesquita apareceu para todo o Brasil chorando e aplaudindo os atletas ao final da partida, demonstrando o sentimento dos mais de 30 mil torcedores que estiveram no Couto Pereira. Uma cena que emocionou o elenco.”Perdendo ou ganhando eu gosto muito desse time. Eu tenho orgulho de ser coxa-branca”, declara.

Nesta sexta-feira ele esteve no Centro de Treinamento da Graciosa para conversar com seus ídolos e passar todo o seu apoio.

Mensagens que deixaram os atletas orgulhosos. “O ‘Pedrão’ é um exemplo do que é a torcida coxa-branca, uma torcida que emociona. Uma imagem como a dele vai ficar marcada, daqui a 10 ou 15 anos as pessoas vão lembrar dessa imagem e vão saber o que é ser torcedor do Coxa”, diz o zagueiro Jeci.

Mas o dia foi especial mesmo para Edson Bastos, que ganhou o carinho de Pedro. O goleiro foi um dos atletas que mais sofreu com a perda do título, mas foi surpreendido ao receber conselhos do garoto.”Às vezes na vida a gente cai, mas tem que levantar. Vamos treinar, treinar para ser Campeão Brasileiro. Pra fazer uma festa”, aconselha o pequeno torcedor.

Antes de ir ao CT, Pedro participou de uma reportagem em que disse estar ansioso para encontrar Bastos e passar seu apoio. Matéria acompanhada de perto pelo goleiro. “É uma atitudeverdadeira e sincera. Assisti ao programa hoje ao lado da minha esposa e não teve como não se emocionar”, conta. “São torcedores como esses que temos que valorizar, que ajudam a engrandecer o Coritiba. Ele foi umexemplo que torceu com o coração, sem maldade, pelo amor ao clube. É uma imagem que nos emociona e um incentivo a mais para a gente lutar por boas coisas para o Coritiba”, emenda.

E a história de amor pelo Coxa na família Mesquita não é de agora. A prima de Pedro, Manoela Pinto Skiba Mesquita, também tem umagrande relação com o Coritiba. Ela nasceu no dia 31 de outubro de 2009, mês em que o Clube completou 100 anos, porque seus pais fizeram questão de adiantar o parto justamente em razão do aniversário do Coritiba.

Por isso o Alviverde trás sempre boas lembranças ao jovem torcedor. “Lembro dos meus amigos, do meu pai, da minha mãe, da minha avó, dos meus tios. É gostoso pensar no Coxa”,resume, sobre o sentimento de ser coxa-branca.

Assim, o grupo todo espera reencontrar Pedro para retribuir todo o carinho recebido. E, se Deus quiser, em um momento de muita alegria e comemoração, como acredita Jeci: “Esse time vai lutar muito no Brasileiro e quero ver o Pedro no vestiário comemorando com a gente quando conseguirmos a vaga na Libertadores”.