Por Esporte Banda B 

Atlético e Coritiba disputam o clássico no dia 1º de março. (RENATO BALDISSERA/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDO)

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) confirmou a nova data para o clássico Atletiba. Depois do cancelamento da partida por problemas entre a FPF e os dois clubes, a entidade divulgou através do site oficial que a partida acontecerá no dia 1º de março (quarta-feira de Cinzas), às 20h, na Arena da Baixada.

O clássico deveria ter acontecido no último domingo (19), mas o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior receber ordens para não iniciar o jogo instantes antes da bola rolar por problemas de repórteres não credenciados. Após 40 minutos, as duas equipes voltaram para o vestiário e rapidamente subiram novamente ao gramado para mostrar a todos que estavam dispostos a disputar a partida.

Na visão do presidente do Atlético, Luiz Sallim Emed, o argumento dado pela FPF não tinha nenhuma força. “Isso foi um argumento mais técnico para justificar essa decisão. É tão periférico e sem nenhuma força. Credenciamento de duas pessoas é mais importante que 25 mil pessoas vendo o jogo”, declarou.

Já o mandatário do Coritiba, Rogério Bacellar, afirmou que as duas equipes estavam apenas disponibilizando uma maneira dos torcedores acompanharem o clássico depois dos dois times não fecharem com nenhuma televisão para transmitirem os seus jogos no estadual. “Estamos possibilitando aos torcedores que não tinham condições de ir no jogo a oportunidade de assisti-lo gratuitamente. Eles não têm esse direito de impedir a torcida de ver o maior clássico do estado”, comentou.

A FPF alegou que os repórteres precisavam estar credenciados até 48 horas antes da partida e os mesmos não queriam deixar o gramado. “Repórteres não credenciados de Atlético e Coritiba estavam no gramado e não queriam sair de lá. Eles descumpriram o regulamento e a lei. Qualquer jogo da CBF e da FIFA não entra repórter credenciado e os repórteres que eles tinham escalado não estavam credenciados. Era só eles saírem de campo e o jogo aconteceria”, afirmou.