Por João Pedro Alves

O quão importante um simples apelido pode ser para um jogador e influenciar seu desempenho dentro de campo? Pode se dizer que quase nada – isso em uma visão positiva. No entanto, o atacante Anderson Costa desmentiu essa afirmação no último final de semana. Por uma simples coincidência, ou obra dos “deuses do futebol”, o coxa-branca se reencontrou com o gol no mesmo dia em que voltou a utilizar o nome pelo qual ficou conhecido no futebol.

(Foto: Divulgação/Coritiba)

Anderson recuperou apelido que rendeu música em Belém (Foto: Divulgação/Coritiba)

Foi utilizando o apelido “Bartola” que o paraense de apenas 19 anos teve sucesso no tradicional Paysandu – e ganhou, inclusive, uma música da torcida que exalta seus gols. E foi assim, com esse nome diferente que vem de família, que ele chegou ao Alto da Glória no ano passado para jogar nas categorias de base do Coxa. Mas bastou ele ser promovido para o profissional para seu “nome futebolístico” ser preterido ao nome de batismo pelo clube.

Anderson ganhou algumas poucas chances de jogar durante 2013 e balançou as redes uma vez. O desempenho não era o esperado, e ele sentia falta daquele nome com o qual virou “xodó” no norte do país. Eis que surgiu uma luz: por que não mudar para ver se dá sorte? O jogador pediu para voltar a ser chamado de Bartola e deu certo, marcou o gol de empate contra o Cianorte no último sábado (1).

“Eu gosto do apelido, mas penso também em ter um nome forte como profissional. Então conversei com o pessoal do clube e vou adotar agora Anderson Bartola”, declarou o “ex” Anderson Costa.

E de acordo com a avaliação do técnico Zé Carlos, a torcida ainda deve ouvir muito o nome Bartola. “Ele entrou em um momento difícil e teve a felicidade de fazer um gol importante. Ele é um menino de velocidade e tem um poder de finalização muito grande”, disse, apostando em mais gols do prata da casa.

Confira a música em homenagem a Bartola nos tempos de Paysandu: