Por Rodrigo Dornelles com informações de Wellington Campos

Convocado para substituir Fernando Prass nos Jogos Olímpicos no Rio, o goleiro Weverton, do Atlético, se apresentou nesta segunda-feira (1) à seleção e concedeu sua primeira entrevista coletiva como jogador da seleção brasileira. Comparando os estilos de jogo da equipe de Rogério Micale e do Furacão, ele projetou uma rápida adaptação e exaltou a chance de disputar a Olimpíada.

Buscando uma inédita medalha de ouro e jogando em casa, o grupo entrará pressionado nos Jogos, mas Weverton diz confiar no elenco e que cada atleta será importante na buscar pela conquista inédita. “É a oportunidade do grupo de conseguir um título que ninguém conseguiu, esse tem que ser o pensamento do grupo. Todo mundo é importante, todo mundo é solução para o problema que a gente tem que é ganhar essa medalha”, comentou o goleiro.

Weverton já se apresentou à seleção. (Wellington Campos)

Weverton já se apresentou à seleção. (Wellington Campos)

Avaliando os estilos de jogo da seleção olímpica e do Atlético como parecidos, o goleiro entende que sua adaptação será rápida. “Pelo que eu vi do estilo de jogo do (Rogério) Micale é bem parecido ao que venho fazendo com (Paulo) Autuori no Atlético, um jogo moderno. Hoje o goleiro participa muito mais do jogo, sempre presente nas ações, mais participativo. É uma coisa que já venho fazendo, é natural, espero que possa me adaptar o mais rápido possível”, afirmou Weverton.

Um dos questionamentos mais repetidos durante a coletiva foi exatamente a qualidade com os pés. Em crescimento neste quesito, Weverton se vê preparado. “Jogar com os pés acho que é o futebol de hoje, se não se adaptar a isso o mais rápido possível, vai ficar para trás. Então o Paulo Autuori vem pedindo isso muito e trabalhando muito isso e não vejo problema em trabalhar com os pés”, disse o camisa 1 da seleção.

Goleiro não vê problemas de adaptação ao estilo de jogo da seleção. (Lucas Figueiredo/ MoWa Press/ CBF)

Goleiro não vê problemas de adaptação ao estilo de jogo da seleção. (Lucas Figueiredo/ MoWa Press/ CBF)

Fã de Marcos e Dida, o goleiro atleticano falou sobre a referência brasileira de jogo com os pés e também exaltou a importância de Autuori em seu desenvolvimento na questão. “Marcos foi sempre um cara que eu me inspirei muito. Ele e o Dida foram dois grandes goleiros da seleção que fizeram história no futebol e que eu admiro”, contou Weverton. “A identificação para jogar com pé, a referência no Brasil sempre foi o Rogério Ceni. Essa mudança também do futebol e a chegada do Paulo Autuori no Atlético pediu muito isso, essa participação maior, interação maior de sair jogando, com os pés, sem ter medo de errar, sem ter receio, e acabou dando certo e fui aperfeiçoando cada vez mais e hoje me sinto bem e tranquilo para essa função”, garantiu.

Pego “de surpresa” com a convocação, Weverton foi chamado no domingo (31) e nesta segunda já estava se apresentando à seleção. Com o grupo, irá ter ao seu favor alguns atacantes que já enfrentou em outras oportunidades. Weverton admite que fica aliviado em ter nomes como Neymar e Gabriel atuando ao seu lado. “Ontem até estava falando com meus companheiros, estava chutando bola para Marcos Guilherme, Nikão, outros, e agora vou chutar para Neymar, Gabigol. É uma comparação de brincadeira, mas eles sabem, são grandes jogadores do futebol brasileiro, mundial, e brincadeiras à parte, lógico que dão trabalho, já fizeram gol em mim e agora ter eles do meu lado com certeza vou ficar um pouco mais tranquilo”, comentou o goleiro da seleção brasileira.

Já apresentado, Weverton realiza seu primeiro treinamento com o restante dos companheiros na tarde desta segunda-feira (1). Na quinta (4), o Brasil faz sua estreia na Olimpíada jogando no Mané Garrincha, em Brasília, a partir das 16h, diante da África do Sul.