Por Guilherme Coimbra

Grafite, de 37 anos, é o primeiro reforço do Atlético para 2017 (Divulgação/Atlético)

O Atlético anunciou no final da tarde desta segunda-feira (19), o seu primeiro reforço para a temporada de 2017. Vice-artilheiro do Brasil no ano com 24 gols, o atacante Grafite, de 37 anos, chegou pela manhã em Curitiba e realizou exames médicos no CT do Caju antes de assinar o contrato por um ano com o Furacão.

“Estou muito feliz em defender as cores do Atlético. Ouvi sempre coisas positivas da cidade e do clube. Espero retribuir o carinho que venho acompanhando no dia a dia desde que começaram as negociações. Vou dar o meu melhor dentro de campo, procurar marcar gols e ajudar a equipe nessa temporada de 2017, que promete ser muito boa. Conto com o apoio de todos os torcedores”, afirmou Grafite em entrevista ao site oficial do Atlético.

Revelado pela Matonense-SP, Grafite teve destaque no Wolfsburg, da Alemanha, clube pelo qual foi campeão e artilheiro da Bundesliga de 2009, dando a ele a chance de defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul. O jogador estava em sua terceira passagem pelo Santa Cruz, onde disputou 56 jogos e marcou 24 gols, sendo 13 deles no Brasileirão deste ano. Com o contrato rescindido com o clube pernambucano, o atleta despertou o interesse do Furacão e deve ser anunciado oficialmente nos próximos dias como novo reforço da equipe para a temporada de 2017.

“Quando voltei, no ano passado, achei que teria mais dificuldades para me readaptar ao futebol brasileiro. Mas neste ano comprovei que tenho condições de jogar em alto nível, terminando entre os goleadores do país”, disse. “Espero que no ano de 2017, com as condições de trabalho que terei aqui, possa melhor ainda mais e desempenhar minha função dentro de campo, que é ajudar o Atlético e fazer gols. Espero repetir o sucesso aqui também”, completou.

Com a camisa rubro-negra, Grafite irá usar o característico número 23, que o acompanha desde os tempos de Wolfsburg. “Quando cheguei ao Wolsfburg, em 2007, o Josué estava lá e jogava com a 7. A nove tinha outro jogador inscrito. Tinha a 16, 18 e a 23 livre. Pedi a 16 e meu empresário sugeriu usar a 23. Olhei para o número e gostei. Aí já virou marca e tive muito sucesso nos anos em que passei lá. Aqui a 23 está livre e vou pedir a autorização para usá-la”, finalizou.