Dois dias depois de ser demitido do Atlético, o técnico Juan Carrasco convocou uma entrevista coletiva no prédio em que vive aqui em Curitiba, na tarde desta quinta-feira, para falar sobre sua saída do clube rubro-negro.

O uruguaio negou que tenha sofrido interferências da diretoria com relação a escalação de alguns jogadores, mas admitiu que houve pressão para que ele mudasse a forma de jogar da equipe fora de casa, passando do 4-3-3 do início da temporada para o 4-4-2 dos últimos jogos do Furacão.

“A diretoria não me pediu para escalar tal jogador, não sou fantoche. Só me pediram para não jogar com três atacantes fora de casa. Eu aceitei, mas queria voltar ao 4-3-3 e ia conversar com o Petraglia após essa semana de trabalhos, mas não deu tempo”, disse. “O meu erro foi aceitar jogar da maneira que eles queriam. Mas eu não sou um coitadinho, porque aceitei tudo isso”, completou.

Carrasco negou ainda ter problemas com o diretor de futebol do clube, Sandro Orlandelli. “Nós tínhamos um bom relacionamento, com alguns pontos de vista diferentes, mas sempre com diálogo e respeito”, afirmou o treinador, negando que Orlandelli tenha dado instruções para Bruno Furlan no jogo contra o CRB: “Eu não vi ele fazendo isso, mas é uma coisa que realmente não me incomoda”.

Improvisações

Carrasco não quis comentar sobre a não utilização do atacante Morro García e sobre a atual situação do atacante Guerrón, mas admitiu alguns erros em escalações, como improvisar o zagueiro Manoel de centroavante. Além disso, negou que tenha pedido para o atacante Ricardinho atuar como volante ou que tenha problemas com os meias Harrison e Paulo Baier.

Ao fim da entrevista, o uruguaio agradeceu a todos que estiveram ao seu lado nessa passagem de cerca de seis meses pelo Atlético, incluindo a torcida e a diretoria rubro-negra, disse que amanhã está indo embora do Brasil e que já tem proposta de um clube do exterior.