Por Pedro Melo com informações de Greyson Assunção

Luiz Sallim Emed declarou que entende a decisão do árbitro em não iniciar a partida. (Pedro Melo/Banda B)

O clássico Atletiba ficou marcado pelo acontecimento fora de campo em que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) proibiu o início da partida pela presença de repórteres não credenciados no gramado da Arena da Baixada. Em entrevista à Banda B, o presidente do Atlético, Luiz Sallim Emed, afirmou que o argumento da FPF não tem “nenhuma força”.

“Isso foi um argumento mais técnico para justificar essa decisão. É tão periférico e sem nenhuma força. Credenciamento de duas pessoas é mais importante que 25 mil pessoas vendo o jogo. O credenciamento se encerra na quinta-feira e essa questão ficou estabelecida ficou no sábado. O credenciamento poderia ser feito na hora, a menina [da FPF] estava ali e busca um argumento jurídico para justificar”, comentou Sallim Emed.

O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior conversou com dirigentes das duas equipes e informou que recebeu orientações para não dar início ao jogo. Sallim Emed afirmou que disse à arbitragem que entende o fato de não desobedecer a ordem vinda da FPF. “Árbitro disse que estava obedecendo uma decisão superior da Federação e entendo a posição dele. Até falei que são decisões legais, mas não são éticas. Ele preferiu tomar a decisão administrativa, frustrando aquela multidão toda com uma decisão que poderia ser simples. Falei para o árbitro que poderia autorizar o jogo e ele é a autoridade. Aceito a decisão dele pela opção administrativa, seguindo uma ordem que ele deve ter recebido”, comentou.

Sem a realização da partida, o mandatário aguarda o posicionamento jurídico para saber qual será o desfecho da história. “Infelizmente aquilo que deveria ser uma partida de futebol se transformou em uma decisão jurídica. Então, como é uma questão jurídica, a assessoria jurídica de Atlético e Coritiba vão tomar caminhos necessários”, disse. “É uma questão exclusivamente jurídica. O Atlético ofereceu uma alternativa para gerar o jogo. Não dá para nesse momento a gente dizer nada e tem que aguardar o jurídico”, acrescentou.

Desde que Hélio Cury foi reeleito na última eleição, em 2015, o Atlético nunca escondeu que era desafeto do atual presidente da FPF. Depois de mais um conflito, o mandatário atleticano não descarta uma represália da entidade. “Quem é capaz de fazer uma coisa dessa, é capaz de fazer tudo. Vamos esperar e isso acabou virando uma boa jurídica. Vamos exigir nossos direitos e o jurídico é quem vai decidir por isso. Não tem como a gente antecipar nada e agora é uma decisão exclusivamente jurídica”, destacou.