Por Pedro Melo com informações de Felipe Dutra

Paulo Autuori acredita que a decisão pode ser revertida. (Divulgação/Atlético)

Paulo Autuori não ficou nenhum pouco satisfeito com a decisão da maioria dos clubes em proibirem a grama sintética no Campeonato Brasileiro a partir do ano que vem. O técnico ainda desconfia a decisão depois do Atlético, juntamente com o Coritiba, encararem a Federação Paranaense de Futebol (FPF) nos últimos dias para transmitir o clássico na internet.

Autuori criticou os clubes que se unem apenas para defender os próprios interesses, mas acredita que a decisão pode ser revertida. “Acho estranho demais depois do que aconteceu. Tem coisas que não me surpreendem no futebol e os clubes são poucos unidos para salvaguardarem os seus próprios interesses. Clubes são unidos para tomarem as decisões que visam o lado pessoal. A FIFA aprova, tem competições e talvez seja mais um jogo para a plateia”, comentou.

Já o meia Carlos Alberto lembrou que a CBF autoriza partidas em estádios com condições precárias e não vê vantagem técnica em jogar na grama sintética. “Na verdade você propõe uma qualidade de jogo para todo mundo. Se querem entrar nessa questão, vamos acabar com os pastos dos estádios. Tem estádios que só falta nadar no campo quando chove. Tudo isso atrapalha os times mais técnicos. É uma situação que foge aos jogadores. Eu, particularmente, tenho gostado de tudo e não tenho visto os adversários reclamarem”, afirmou.

Logo depois da proibição, o presidente do Atlético, Luiz Sallim Emed, destacou que a grama sintética é aprovada pela FIFA e promete reverter a decisão. “O Atlético não vai aceitar isso porque a grama sintética é homologada, autorizada e aprovada pela FIFA. Não pode, no nosso entendimento, ter uma decisão nessa natureza. Temos um ano para discutir esses assuntos e não tem nenhuma vantagem técnica de jogar no gramado sintético”, falou, em entrevista à Banda B, na última terça-feira (20).