Por Pedro Melo com informações de Felipe Dutra

Autuori criticou o atual cenário do futebol brasileiro. (Fábio Wosniak/Atlético)

O técnico Paulo Autuori segue seu posicionamento contrário ao atual cenário do futebol brasileiro. Depois do cancelamento do Atletiba na semana passada, o clássico vai acontecer nesta quarta-feira (01), mas o treinador atleticano não vê clima nenhum para jogar em pleno feriado de Carnaval.

“Gostaria de dizer de como estão vulgarizando o futebol. Estão se esforçando para fazer as coisas mal feitas. Fazer um Atletiba escondido em uma quarta-feira de Cinzas, às 20h, tem que ter muita luz para pensar uma coisa dessa. Não é apenas aqui, mas também no Rio de Janeiro, onde colocaram apenas seis mil pessoas com Flamengo e Vasco. Isso é vulgarização total. É rídiculo e não tem o que clima de um jogo como deveria ser um Atletiba”, declarou Autuori.

Em relação ao time, o comandante deve manter a mesma escalação que vem jogando o estadual e acredita que é normal a cobrança em cima dos jovens jogadores para conquistarem a vitória. “A cobrança a mais é normal. A equipe deixou de ganhar os jogos por erro dela e isso é normal em um processo para uma equipe jovem. Dentro daquilo que foi planejamento, queremos que esses jogadores vivenciem as situações do futebol”, afirmou.

A grande diferença no Atletiba é em relação ao Coritiba que demitiu o técnico Paulo César Carpegiani. Como a demissão aconteceu pouco tempo antes do clássico, Autuori espera o adversário com as mesmas ideias. “É só pegar os momentos que o Pachequinho foi treinador do time, as ideias que têm, mas é muito pouco tempo para mudar. Não existe clima de Atletiba”, disse.

Depois de toda a confusão, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) decidiu manter o mesmo quarteto da arbitragem para a partida desta quarta. Autuori não se mostrou surpresa pela decisão e declarou que os estaduais precisam de uma mudança para sobreviverem.

“Não tem nada a fazer. Decidiram pelo jogo, mas não consigo digerir isso. Meu limite para o futebol brasileiro está chegando. Você não vê melhora isso. Cada ano o público no Rio de Janeiro vai para baixo e os estaduais estão sendo implodidos por eles próprios. Se não parar e houver uma mudança para pensar apenas no espetáculo, fica difícil”, finalizou o técnico.