Nunca a expressão “vencer, nem que seja por meio a zero” coube tão bem para o Atlético. E não porque o time tenha tomado pressão do São Paulo, longe disso. Mas porque cada vitória na reta final tem o poder de decretar o futuro do Furacão em 2012.

Assim, mesmo magrinho, o placar de 1 a 0 pra cima do time paulista não só confirmou a unanimidade atleticana em confrontos com o Tricolor Paulista na Arena da Baixada desde 1999, como também deu ao Rubro-negro uma visão mais clara da luz no fim do túnel que mantém o time na Série A. “O placar tão estreito não interessa e sim a vitória”, cravou Antônio Lopes, aliviado.

Em uma de suas melhores atuações, o Atlético foi o retrato do equilíbrio mesmo tomado por uma situação nada tranquila na tabela. ” O sistema de marcação funcionou muito bem”, afirmou o treinador. No ataque, a realidade foi a mesma. “Nós poderiamos ter feito o segundo e o terceiro, porque criamos pra isso”, decreta o Delegado.

Grande no meio campo, o Rubro-negro envolveu o time paulista, que pouco conseguiu criar graças à atuação bivalente dos volantes atleticanos. “O meio campo tá marcando e jogando. Hoje, o Atlético tem dois volantes que marcam muito e que sabem jogar”, elogiou, ao afirmar: “nosso meio campo cresceu e o time cresceu também”.