Após o empate em 2 a 2 com o Vasco, na noite desta quinta-feira, na Arena da Baixada, o técnico Antônio Lopes resumiu da seguinte maneira o jogo: O Furacão não soube aproveitar todas as oportunidades que criou quando a partida ainda estava 2 a 0, e acabou cedendo o empate ao time carioca.

“Fizemos uma boa apresentação no primeiro tempo, não fomos tão bem no segundo tempo, mas tivemos chances de matar o jogo quando ainda estava 2 a 0. Podíamos ter feito o terceiro gol, mas tomamos dois gols e mesmo assim ainda podíamos ter vencido. Faltou concluir com êxito as chances que criamos”, analisou o Delegado.

Criticado pelas substituições realizadas no segundo tempo (saídas de Guerrón, El Morro e Marcinho), Lopes explicou as mudanças que fez: “Os jogadores têm que ficar abatidos sim, a gente fica também. Estávamos fazendo uma boa partida, mas cedemos o empate. O Guerrón estava um pouco cansado, já tinha cartão amarelo e por isso ele saiu. O El Morro correu muito também e colocamos um jogador que podia dar mais velocidade. O Marcinho já não tava bem e por isso o Cléber entrou”.

A torcida chegou a entoar gritos de “burro, burro” nas arquibancadas da Arena da Baixada, mas Lopes encara de maneira normal. “Eu estou no futebol há 50 anos e isso é normal”, afirmou.

O treinador se defendeu também as polêmicas declarações do meia Paulo Baier de que ele não escalaria jogadores experientes, deixando em campo apenas os mais novos. “Eu tinha que colocar atacantes e entraram os que a gente tinha. Não adiantava colocar jogadores de meio que a pressão ia ser maior”, finalizou Antônio Lopes.