Irritado, o técnico Antônio Lopes foi só críticas à arbitragem do alagoano Francisco Carlos Nascimento após a goleada do Peixe por 4 a 1. Iluminado, Neymar foi o autor de todos os gols do Santos no Pacaembu, dois deles de pênalti, ambos cometidos por Cleber Santana. Confuso, o árbitro chegou a anular dois gols do time paulista, também marcados pelo atacante.

Em sua análise, o Delegado destacou o jogo truncado do primeiro tempo, pautado principalmente na marcação. “No primeiro tempo, foi uma partida disputada palmo a palmo”, defendeu o técnico. Para ele, o pênalti marcado ainda no primeiro minuto de jogo não existiu. “Foi ombro contra ombro, o Cleber derrubou porque é mais forte, mas não houve empurrão, nada. Eu acho que o árbitro errou no segundo penalti também, não marcou penalidade no Marcinho na jogada anterior”, completou.

Com o empate do Furacão ainda no início do segundo tempo, a tranquilidade parecia retornar ao Rubro-negro, mas em poucos minutos a partida desandou. “No meu entendimento, foram três gols ilícitos”, argumentou. “Sabemos da boa qualidade do time do Santos, mas a arbitragem influiu no resultado do jogo, sim”.

O treinador ficou ainda mais chateado quando soube da tietagem do árbitro a Neymar. No fim da partida, Nascimento pediu a camisa 10 do atacante santista como presente. “É bom que a CBF tome conhecimento disso. Árbitro não pode pedir camisa de jogador nenhum, então acho que o departamento de árbitros tem que tomar conhecimento disso e afastá-lo”, comentou.

Na próxima rodada, o time enfrenta o Atlético-GO na Arena da Baixada. A dois pontos de deixar a zona de rebaixamento, o Furacão não pode pensar em resultado diferente da vitória. “A luta continua, não pode parar. Os resultados foram bons pra gente, então é lutar até o final”, ressaltou Lopes.