Atlético Paranaense e Geninho tem mais que a simples afinidade rubro-negra em comum. Juntos, ambos não tiveram nada que comemorar em 2011. Em sua terceira passagem pelo Furacão, o treinador teve seu contrato rescindido após menos de dois meses de trabalho. Nas dez partidas que comandou pelo estadual, o treinador teve 83% de aproveitamento. Já o Atlético amarga a queda para a Série B, após uma das piores campanhas do time na história do Brasileiro.

Conturbada, a saída de Geninho do Atlético foi de grande tristeza para o técnico, que prometeu um adeus definitivo ao clube. Oito meses depois, o treinador lamenta, agora, a queda do time que comandou no início do ano à Série B.

“Acompanhei a queda do Atlético porque eu nunca neguei que tenho um carinho muito grande pela entidade, pela torcida”, afirmou o treinador à Banda B. Campeão Brasileiro com o clube em 2011 e Paranaense em 2009, Geninho garantiu que torceu pela permanência do time na Primeira Divisão.

Se os desafios no início da temporada, quando o time ostentava o título de clube com maior superávit entre os componentes da elite já eram grandes, a Série B, segundo Geninho, deve trazer obstáculos ainda maiores.Para ele, o objetivo do time no ano que vem deve ser montar um time competitivo, mais guerreiro do que técnico. “Junto com a qualidade você tem que ter um time guerreiro, disposto a sacrifícios. Você tem que montar um time que o jogador tenha cabeça pra jogar a Série B e subir”, definiu.

Sem clube desde o fim de julho, quando deixou o comando do Vitória, Geninho afirma que o tempo foi programado. “Eu dei um tempo pra mim. Foi um ano de muita decepção”, lamentou o treinador, descartando a possibilidade de uma aposentadoria. “Eu volto, mas agora eu vou ter mais um pouco de cuidado pra saber pra onde eu vou”, finalizou Geninho.