Divulgação/Avaí
Em primeiro tempo avassalador, Avaí também contou com falhas do Atlético para marcar os três gols da vitória

A festa nas arquibancadas estava armada, mas em campo, o Atlético esteve longe de corresponder. Apagado em campo, o Furacão e os 1.200 torcedores que deixaram Curitiba com a esperança de vitória na Ressacada voltaram de Florianópolis amargando a derrota por 3 a 0 para o Avaí. Desastrado no primeiro tempo, o Furacão deu liberdade e ressucitou o desesperado Leão da Ilha, que não vencia há sete partidas, mas conseguiu se encontrar em campo e foi soberano do início ao fim do jogo.

Com contornos de drama, a partida teve pênalti cometido pelo destaque do meio atleticano, Deivid, e expulsão infantil de Manoel, que vinha se apresentando bem na defesa. A derrota manteve o Furacão na 18º posição, com 27 pontos e a três de deixar a zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Rubro-negro recebe o Vasco na Arena da Baixada e não terá sua dupla de zaga titular, já que Fabrício, que levou o terceiro amarelo e Manoel, expulso, cumprem suspensão.

Dono da bola, Leão da Ilha faz três

Em casa e com a necessidade de vencer depois de sete rodadas, o Avaí começou forte no ataque e com maior domínio da bola no meio campo. E tanta soberania não demorou a ser convertida em gol. Aos 10 minutos, Lincoln recebeu e chutou limpo na entrada da área para abrir o placar. Mesmo mais tranquilo depois do revés, o Furacão sofreu para furar a marcação imposta pelo time de Toninho Cecílio. A dificuldade ficou evidente, principalmente nas laterais já que Héracles era o que saía paro apoio. Pela esquerda, Marcinho bem que tentou ocupar o buraco deixado por Edílson, mas não preocupou a defesa catarinense e pouco fez na partida.

Após boa chance de Edílson, o Leão da Ilha chegou ao segundo gol, graças a uma mãozinha da defesa. Na bola levantada na área, Gian subiu sozinho e, diante do zagueiro Manoel, cabeceou firme e ampliou para o time catarinense, aos 32. O Furacão respondeu no ataque perigoso de Cleber Santana, mas, tranquila, a defesa do Avaí tratou de afastar a bola. Se a situação não era das melhores para o Rubro-negro, acabou ficando ainda pior depois que Deivid cometeu pênalti em Cleverson. Rafael Coelho converteu a cobrança aos 46 do primeiro tempo e fez o seu sexto gol no Brasileirão, o terceiro do Leão.

Atlético vira espectador do jogo

Alterado na formação técnica, com a entrada de Edigar Junio no lugar de Cleber Santana, o Atlético pisou no gramado com a mesma falta de sorte na volta dos vestiários. Logo a 2 minutos da etapa final, Manoel impediu que a bola chegasse em Lincoln com a mão e foi expulso de campo, dando contornos ainda mais definidos ao drama atleticano em Florianópolis. Sem reação, o time rubro-negro seguiu sem esboçar nenhuma jogada de ataque e apenas espectador do meio campo bem postado do Leão.

A única boa chance do Furacão no segundo tempo saiu dos pés do argentino Nieto, que recebeu na área e tocou na saída de Felipe. A bola, porém, não colaborou e passou muio perto da trave do Avaí. Maestro do Leão da Ilha no meio campo, Lincoln deitou e rolou, infernizando a defesa atleticana, já entregue ao resultado sofrido no primeiro tempo. Com a derrota, o Furacão perde a chance de empatar em pontos com o Cruzeiro, primeiro time fora da zona da degola, e é o 18º colocado do Brasileiro, com 27 pontos.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ 3 x 0 ATLÉTICO-PR

Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC)

Data: 09 de outubro de 2011, domingo

Horário: 18 horas (de Brasília)

Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)

Assistentes: Vicente Romano Neto (SP) e Fabio Pereira (TO)

Cartões Amarelos: Daniel, Bruno Silva e Lincoln (Avaí); Gustavo Araújo, Fabrício, Deivid e Nieto (Atlético-PR)

Cartão Vermelho: Manoel (Atlético-PR)

Gols: AVAÍ: Lincoln, aos dez, Gian, aos 32, e Rafael Coelho, aos 46 minutos do primeiro tempo.

AVAÍ: Felipe; Daniel, Gian, Dirceu e Fernandinho; Junior Urso, Bruno Silva (Diogo Orlando) Pedro Ken e Lincoln; Rafael Coelho (Robert) e Cleverson (Caíque)

Técnico: Toninho Cecílio

ATLÉTICO-PR: Renan Rocha; Edílson (Gustavo Araújo), Manoel, Fabrício e Heracles; Deivid, Cleber Santana (Edigar Junio), Renan e Paulo Baier; Marcinho (Victor Sandes) e Nieto.

Técnico: Antônio Lopes