Por Rodrigo Dornelles com informações de Felipe Dutra

Antes de assumir o Atlético, nessa temporada, o técnico Paulo Autuori acenava com a possibilidade de deixar de ser técnico de futebol, por não aprovar a maneira como as coisas são feitas no futebol brasileiro atualmente. Ao chegar ao Furacão, ele afirmou que viu no clube uma chance de trabalhar da maneira que entende ser a mais correta. Cerca de três meses depois, o comandante diz viver feliz na “ilha Atlético”.

De acordo com Paulo Autuori, o trabalho no Rubro-negro é totalmente diferente do que ocorre normalmente dentro do futebol no Brasil. “Acho que estou em uma ilha no futebol brasileiro, de ideias, coragem, arrojo, quebra de paradigmas, ruptura com o conservadorismo. Estou feliz por siso, por ter esse grupo de trabalho e isso se reflete no dia a dia, independente de resultados. O que queremos é criar um ambiente de transparência nos relacionamentos, confiança na tomada de decisões. Estou feliz”, afirmou o treinador.

Autuori vive na "ilha Atlético". (Divulgação/ Atlético)

Autuori vive na “ilha Atlético”. (Divulgação/ Atlético)

Quanto ao futebol do Furacão dentro de campo, o técnico rubro-negro entende que a equipe segue em busca de uma identidade própria e que a oscilação atual é compreensível. “A equipe ainda procura sua própria identidade, em termos coletivos não é madura ainda. São coisas como essas que nos fazem refletir para poder ocorrer algumas mudanças em relação ao que deixamos de fazer bem. Isso faz parte ainda da instabilidade de equipe, oscilação, e isso não passa só conosco não, a maior parte das equipes oscila. Não tem a ver com as equipes, tem a ver com nossa realidade, você não consegue adquirir e consolidar coisas só jogando, é preciso treinar. O treino faz o jogo e o jogo justifica o treino”, declarou Paulo Autuori.

No último jogo, ao menos, um problema das outras partidas foi resolvido. A equipe foi eficaz no ataque e saiu com uma boa vitória sobre o São Paulo, fora de casa. Para Autuori, não há injustiça no futebol e a eficácia sempre será recompensada. “Futebol é assim, as vezes você cria várias oportunidades e não concretiza. A equipe defende, defende, defende,e  faz um gol, 1 a 0. Aí falam ‘injustiça’, o placar nunca é injusto, sempre reflete alguma coisa, nesse caso, eficácia, foi lá, fez o gol e 100% de eficácia, tem que aplaudir”, comentou o treinador atleticano.