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Valquir Aureliano
Alfredo Ibiapina reclama com Marcelo de Lima Henrique

O jogo foi dramático, mas diante das circunstâncias, o empate ficou de bom tamanho. Na noite desta quarta-feira, o Atlético empatou em 2 a 2 com o Palmeiras, na Arena da Baixada, jogando o segundo tempo inteiro com um atleta a menos. Contra erros de arbitragem, o Furacão esteve duas vezes atrás no placar, mas os jogadores lutaram e arrancaram um ponto heróico.

O destaque negativo da partida foi a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique, muito criticado pela torcida, jogadores e até dirigentes do Atlético. A expulsão de Cléber Santana foi muito contestada e acabou prejudicando o rubro-negro no duelo desta noite. Com o empate em 2 a 2, o Furacão segue na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 19 pontos em 22 rodadas.

Reclamações contra a arbitragem ditam o ritmo do primeiro tempo

O jogo começou movimentado e disputado no meio-campo. O Atlético encontrava dificuldades para criar jogadas de ataque e antes dos 15 minutos a torcida já protestava muito contra arbitragem de Marcelo de Lima Henrique. Os jogadores rubro-negros demonstravam bastante nervosismo em campo e o Palmeiras abriu o placar logo aos 15 minutos. Kléber cruzou e Henrique, livre, apenas cabeceou para o fundo das redes: 1 a 0 Palmeiras, com direito a falha da zaga paranaense.

Sem troca de passes na meia cancha, o Atlético abusava dos lançamentos longos e só incomodava o goleiro Marcos em lances de bola parada. O tempo passava e o jogo seguia truncado, com o Palmeiras melhor em campo. O Furacão só arrematou a gol aos 34 minutos, quando Marcinho cobrou escanteio, Marcos Assunção desviou no primeiro pau e Guerrón, sozinho, cabeceou sem chance para Marcos defender: 1 a 1.

E quando o Atlético empatou a partida e motivou a torcida para buscar a virada, Cléber Santana deu um carrinho por trás no adversário, recebeu o amarelo, reclamou com a arbitragem e acabou expulso de campo, aos 36 minutos. Com um a menos, o Furacão continuou nervoso em campo, mas conseguiu segurar o empate até o apito final do primeiro tempo. Na saída para os vestiários, jogadores, técnico e até Alfredo Ibiapina foram pra cima de Marcelo de Lima Henrique, com protestos também da arquibancada.

Com um a menos, Atlético empata a partida de maneira heróica

Logo no início da etapa final, aos 7 minutos, Marcos Assunção cruzou para a área, Luan cabeceou e Renan Rocha fez grande defesa, mas no rebote, Fernandão chutou para o fundo das redes: 2 a 1 Palmeiras. Aos 9, quase o terceiro gol do Porco: Luan acertou o travessão rubro-negro. O time visitante era amplamente superior em campo e tocava a bola como queria, enquanto o Atlético não apresentava nenhum poder de reação e só se defendia.

Quando a coisa ia se complicando para o Furacão, Marcos derrubou Guerrón dentro da área e o árbitro marcou a penalidade máxima para o time da casa. Aos 26 minutos, Marcinho bateu o pênalti com categoria, sem chance para o goleiro palmeirense: 2 a 2. O tempo passava e a partida seguia difícil para o Atlético, que lutava em busca da virada e de fato demonstrava raça. Os minutos finais foram dramáticos, mas apensar das tentativas, o rubro-negro não conseguiu o terceiro gol e ficou no empate em 2 a 2.