Por Pedro Melo com informações de Felipe Dutra

Uma cena lamentável por parte da torcida do Deportivo Capiatá marcou a classificação do Atlético para a fase de grupos da Libertadores. Na saída para o vestiário, o meia Carlos Alberto e o atacante Nikão sofreram racismo por alguns torcedores paraguaios e quem tomou as dores foi o técnico Paulo Autuori que reclamou dos policiais que não tomaram nenhuma atitude.

Na entrevista coletiva, Autuori criticou mais um caso de racismo na América do Sul e lamentou o descaso dos policiais. “América do Sul me parece uma república das bananas, em que tudo pode. O Nikão foi chamado de macaco, outros jogadores também, jogaram garrafas, as bolas sumiram. Assim nós vamos continuar patinando no futebol. Na Europa já tem punições faz tempo e a diferença é que lá eles agem”, declarou.

Não é a primeira vez que Nikão sofre racismo em jogos do Rubro-Negro no Paraguai. Antes da partida contra o Sportivo Luqueño pela Sul-Americana em 2015, o atacante também foi ofendido por alguns torcedores em Luque. Na ocasião, também nada foi feito.

Confira o momento do caso de racismo: