Por João Pedro Alves

O Atlético tem pela frente na noite desta terça-feira (25) aquele que é considerado seu adversário mais duro nesta fase de grupos da Copa Libertadores: o Vélez Sarsfield. Tradicional na Argentina e também presença constante nas competições continentais, o “El Fortín”, como também é chamado, já assusta só pelo nome que carrega. Mas afinal, quem é essa força azulada do bairro portenho de Liniers?

(Foto: Divulgação/ Vélez)

Vélez é o atual sexto colocado no Argentino e vem de derrota (Foto: Divulgação/ Vélez)

Fundado em 1º de janeiro de 1910 por imigrantes italianos na região oeste da capital argentina, mais precisamente nos arredores da estação de trem Vélez Sarsfield (daí vem seu nome), o clube é o quinto mais vitorioso do país vizinho – atrás dos gigantes Boca Juniors e River Plate, do Independiente e do San Lorenzo.

Como principais conquistas, os “fortineros” têm 10 títulos da elite do futebol doméstico, uma Supercopa da Argentina e ainda a Libertadores de 1994, vencida sobre um São Paulo comandado por Telê Santana que vinha de um bicampeonato continental.

O atual time, que tem José Oscar Flores como treinador, foi terceiro colocado no último Torneio Inicial do Campeonato Argentino e ocupa a quinta colocação do Torneio Final. Nesta temporada, o Vélez tem duas vitórias, um empate e uma derrota – esta sofrida na rodada do final de semana, quando perdeu por 3 a 2 para o Lanús.

As armas velezanas

(Foto: Divulgação/Vélez)

Zárate é a grande aposta ofensiva do El Fortín (Foto: Divulgação/Vélez)

“O cara” a ser marcado pela defesa rubro-negra é o habilidoso e veloz Mauro Zárate, autor de quatro gols em quatro partidas no atual campeonato nacional. O atacante foi formado pelo próprio Vélez e, aos 26 anos, conta com bagagem internacional das passagens por Al-Sadd (Catar), Birmingham (Inglaterra), Lazio (Itália) e Internazionale (Itália).

Mas o companheiro de Maurito lá na frente, Lucas Pratto, também é um jogador para ser olhado de perto. Forte na finalização, mas sem se limitar a jogar dentro da área, o “tanque” foi o artilheiro do Vélez no último Torneio Inicial com sete gols.

O time do técnico Flores é montado em um 4-4-2 clássico. A escalação base, que deve enfrentar o Atlético, é formada por Sebastián Sosa; Fabián Cubero, Fernando Tobio, Sebá Domínguez e Emiliano Papa; Agustín Allione, Lucas Romero, Ariel Cabral e Héctor Canteros; Lucas Pratto e Mauro Zárate.

Igualdade em confrontos contra “cariocas”

Se o Atlético também é considerado o adversário mais temido desta primeira fase no bairro de Liniers, o que ficou evidente em uma enquete feita com os torcedores argentinos no site do clube, em parte se deve pelo histórico bastante equilibrado do Vélez contra equipes brasileiras na Libertadores.

Os números não mentem. Em 14 confrontos até hoje, os velezanos venceram seis vezes, houve dois empates e ainda foram derrotados em outras seis partidas pelos “cariocas” – forma de generalização pela qual os brasileiros são chamados no país vizinho.

O melhor ano do El Fortín contra os clubes verde e amarelos foi 1994, justamente quando faturou o título da Libertadores. Naquela oportunidade, passou por Cruzeiro e Palmeiras na fase de grupos (duas vitórias, um empate e uma derrota) e ainda bateu o São Paulo na grande final nos pênaltis, após vencer em casa e perder fora.