Divulgação/Atlético Paranaense
No Furacão desde junho, Morro García se dis pessimista sobre a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de 2012

As modestas 15 partidas que disputou pelo Atlético no Campeonato Brasileiro bastaram para que Morro García não queira partir. Nem mesmo com a queda do time para a Série B assusta o atacante, que chegou como promessa e, em uma passagem marcada pelo jejum de gols — foram apenas dois em em todo campeonato —, acabou não correspondendo.

Em entrevista à Rádio Sport 890, de Montevidéu, o atleta destacou a boa relação que teve com o técnico Antônio Lopes durante a disputa do Brasileirão. “O técnico foi bem claro ao me dizer que eu ia jogar. Por sorte, a relação vai muito bem. Minha ideia é ficar aqui e tentar um passo a mais”, comentou o atacante.

Era junho quando o Morro García desembarcou no Atlético, ainda comandado por Renato Gaúcho. Do Uruguai, o jogador trouxe não só a fama de artilheiro do campeonato nacional do país, como o título de contratação mais cara da história do futebol paranaense. Com Alfredo Ibiapina ainda no comando do departamento de futebol, o Furacão abriu o bolso e pagou cerca de R$ 7 milhões pelo atleta de 21 anos.

Em outubro, a confirmação de um doping positivo para uso de cocaína desanimou ainda mais o jogador. Isso porque, entre todas as consequências para o crime esportivo, o Furacão cogitou a hipótese de interromper o pagamento pelo passe do atleta uruguaio.

“Fiquei duas semanas sem dormir, me perguntando como essa substância [cocaína] chegou no meu corpo, se colocaram em um copo ou prato de comida”, destacou o jogador. “Não sou de fazer essas coisas e muito menos sabendo que estava a três meses de um passe para o exterior”, emendou.Mesmo com a fase turbulenta que passou, Morro elogiou a postura da diretoria do Atlético. “Eles me apoiaram, me ajudaram em tudo o que puderam e expressaram que queriam contar comigo”, finalizou García.