O Clube Atlético Paranaense completa 94 anos nesta segunda-feira (26) e segue com seu principal objetivo de conquistar o mundo até o centenário, em 2024. Porém, para parte da torcida atleticana, a principal preocupação no momento é a falta de clima na Arena da Baixada com a ausência de torcedores por divergência com a diretoria. O maior público de 2018 foi de apenas 9.028 pagantes (22% da capacidade), na semifinal da Taça Dionísio Filho, contra o Rio Branco.

A história

O Clube Atlético Paranaense começou no dia 26 de março de 1924 com a fusão entre dois times: América e Internacional. Desde então, foram muitos títulos e modernidade em seu estádio e centro de treinamento.

O primeiro título do Rubro-Negro aconteceu um ano depois da fundação com a conquista do Campeonato Paranaense e o apelido Furacão surgiu somente em 1949 com a conquista de mais um estadual e uma campanha que teve 49 gols em 11 jogos, além de goleadas expressivas por 7 a 0 sobre o Água Verde e 4 a 0 para o Juventus. O título só não foi perfeito porque quando a conquista já estava garantida, veio uma derrota por 2 a 0 para o Ferroviário.O Atlético ficou conhecido também como o primeiro time paranaense a disputar uma competição nacional: a Taça Brasil de 1959. Porém, a campanha não foi das melhores e caiu ainda na segunda fase para o Grêmio. Quase 20 anos depois, o Rubro-Negro foi protagonista de um jogo memorável na Arena da Baixada. O dia 05 de novembro de 1978 era para ser um dos mais trágicos com a parcial derrota de 4 a 0 para o Colorado. Porém, o atacante Ziquita virou o grande herói da partida, marcou quatro gols em apenas 12 minutos e até hoje é um dos jogadores mais reverenciados da história do clube.

A equipe atleticana só apareceu novamente com sucesso no cenário brasileiro em 1983 quando chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro e parou somente no campeão Flamengo. Naquele elenco, os principais jogadores eram Washington e Assis, uma das maiores duplas do futebol brasileiro. Mas foi em 1995 que veio o primeiro título nacional: a Série B, que até então era a maior conquista.

Com o crescimento em âmbito nacional, o então presidente Mario Celso Petraglia decidiu construir uma arena moderna, em 1996. A inauguração aconteceu três anos depois e foi justamente em 1999 que veio a classificação pela primeira vez para a Copa Libertadores. No torneio continental, uma primeira fase memorável, com cinco vitórias e um empate, mas na segunda fase, acabou a participação com a queda para o Atlético-MG.

Nada é mais memorável para a torcida atleticana que o ano de 2001. Depois do título estadual, o Rubro-Negro entrou no Brasileirão com uma equipe forte e terminou a primeira fase na segunda colocação atrás somente do São Caetano. Nas quartas de final, passou pelo São Paulo, na semifinal, eliminou o Fluminense e veio a decisão contra o São Caetano. Contando com o apoio da torcida, o Furacão venceu por 4 a 2 e no estádio Anacleto Campanella, o artilheiro Alex Mineiro garantiu o que até hoje é o maior título da história do Atlético.

Os anos seguintes poderiam ter sido ainda mais memoráveis para o Furacão, mas ficaram no quase. Em 2004, o Atlético liderou o Campeonato Brasileiro até as últimas rodadas, mas o Santos foi o campeão após alguns tropeços. Já em 2005, a maior conquista por pouco não aconteceu e depois de uma campanha com vários dramas e histórias brilhantes, o Rubro-Negro chegou até a grande decisão da Libertadores.

A grande final começou antes mesmo da bola rolar. O São Paulo não quis jogar na Arena da Baixada, mesmo com as arquibancadas tubulares instaladas e o estádio com mais de 40 mil torcedores, e a Conmebol e a CBF transferiram a partida com mando atleticano para o Beira-Rio, em Porto Alegre. No jogo em solo gaúcho, empate por 1 a 1 e no Morumbi, goleada são-paulina por 4 a 0. Apesar do vice-campeonato, o Atlético conquistou um feito que nenhum clube paranaense conseguiu chegar perto.

A Arena da Baixada voltou a ser reformada, mas desta vez para receber a Copa do Mundo e entre as seleções que estiveram em Curitiba estava a Espanha, até então atual campeão do mundo. Neste tempo, o Rubro-Negro jogou em vários estádios, conseguiu ser vice-campeão da Copa do Brasil e jogou a Libertadores mais uma vez. O jejum sem títulos se encerrou em 2016, com a conquista do estadual sobre o rival Coritiba. Agora, o objetivo da equipe segue conquistar o mundo até 2024.