Em mais de três anos foram 152 jogos e 52 gols, o que dá a Paulo Baier uma média de um gol a cada três jogos disputados com a camisa do Atlético Paranaense. Em 2012, são 39 partidas e 13 gols. Em meios a tantos números positivos, outro numeral preocupa Paulo Baier: 38, sua idade. Este pode ser o motivo que talvez faça com que o maestro rubro-negro realize sua última partida pelo Furacão amanhã (24), no decisivo clássico contra o Paraná Clube, no Eco Estádio. O meia, apelidado pela torcida como “Maestro”, tem contrato vencendo no final do ano e seu custo benefício faz com que o futuro siga incerto, já que ele se tornou reserva após a chegada do meia Elias e tem o maior salário do elenco.

Sentado na sala de imprensa, talvez pela última vez, para a entrevista coletiva antes do jogo que pode valer a classificação do Atlético à Série A, Baier preferiu focar no clássico e deixar em segundo plano a questão contratual. “Por mim fico no Atlético, mas uma definição somente para a segunda-feira. Agora o que mais quero é cumprir a promessa feita no ano passado e trazer novamente o clube para onde nunca deveria ter saído, a elite nacional”, falou.

O meia destacou que mesmo não estando entre os titulares sua presença na coletiva vem de seu tempo de clube e experiência. “Neste momento os mais jovens precisam descansar e se preparar para o jogo. Nunca deixei de dar entrevista, em muitos momentos fui o salvador, em outros fui massacrado. Em mais de três anos ainda não consegui um título, por isso acho injusto me considerar um ídolo, mas se conseguir ajudar neste acesso, ficando ou saindo, sei que me tornei alguém importante aos atleticanos”, falou.

Nas redes sociais, usuários fazem a campanha “Fica Maestro”, para garantir Baier por mais um ano com a camisa atleticana. “Eu fico feliz porque esta torcida sempre me respeitou. Quero jogar por mais um ano e espero que seja aqui. Só que neste momento o foco é o jogo”, garantiu.

Quando o assunto foi o Paraná Clube, adversário de sábado, Baier salientou que enfrentar um rival é sempre mais difícil. “Existe toda a pressão dos torcedores e a vontade de atrapalhar o inimigo. O Paraná também vem sem compromisso e isto sempre pode complicar. Só peço que a rivalidade fique dentro do campo”, opinou. O meia foi questionado também sobre seu retrospecto invicto contra o Tricolor da Vila desde que chegou ao Furacão. “Cada jogo tem uma história diferente, isso não será levado em conta”, disse.

Para concluiur, Baier deixou um recado aos atleticanos. “Nosso grupo está unido e consciente dos objetivos. Pedimos para antecipar a concentração e vamos levar o Atlético ao lugar que deveria estar e de lá não sairemos mais”, enfatizou.

O maestro deve ficar no banco para a decisiva partida. O meia Felipe está suspenso, mas será substituído por Henrique, ambos tem menos de 25 anos.