Por Pedro Melo com informações de Felipe Dutra

Paulo Autuori pediu para a torcida do Atlético não vaiar os adversários. (Marco Oliveira/Atlético)

A estreia do Atlético no Campeonato Paranaense ficou marcado pela confusão envolvendo a torcida do Rio Branco, o goleiro Weverton e o técnico Paulo Autuori. Os atleticanos reclamaram de cusparadas dos torcedores adversários e até mesmo das condições do estádio da Estradinha, em Paranaguá.

Durante o primeiro tempo, Autuori se desentendeu com parte da torcida que estava xingando e cuspindo e o goleiro Weverton relatou que jogaram até “cachaça” em sua direção. Na saída para o intervalo, o goleiro lembrou que há dois meses houve um grande caso de solidariedade após a tragédia da Chapecoense e agora já estão arranjando confusão dentro do estádio.

“O que a gente fica triste é que há pouco tempo nós vimos uma tragédia com nossos companheiros e aí a bola começa a rolar e a gente vê a falta de respeito do torcedor. Primeiro com o Paulo Autuori, depois comigo. Os torcedores cuspiram em mim ali no gol. Quer dizer que aquela solidariedade foi só da boca pra fora. Ninguém se importa com o profissional, nós estamos trabalhando aqui”, criticou Weverton.

Já o treinador afirmou que o tratamento recebido durante a partida o fez lembrar do futebol no século passado e até questionou a qualidade do vestiário no estádio. “Hoje eu voltei no tempo. Vou fazer 61 anos, tenho 42 de futebol e lembrei dos primeiros tempos que eu comecei. Isso não é aqui, mas no futebol brasileiro. A necessidade é uma equipe que vem jogar em estádio e precisa tomar banho direito. Tinha até água parada em banheira e todos os jogadores não conseguiram ficar no vestiário. A questão não é apenas o estádio”, disse.

Autuori ainda pediu para que a torcida atleticana tenha um tratamento diferente com os adversários e cobrou do delegado da partida que coloque na súmula toda a confusão. “Quero pedir para a nossa torcida colocar pressão no adversário, mas sem vaiar. Eu, com essa idade, tenho que ser xingado por covardes de plantão que precisam estar atrás de uma grade e no meio da multidão para serem valentões. Não é questão de conversa, mas de diálogo. Eu exigi que o delegado do jogo colocasse isso na súmula e se não fizerem isso, é neglicencia. Isso é futebol ou não?”, concluiu.

Confira a coletiva do técnico Paulo Autuori: