Por Rodrigo Dornelles com informações de Felipe Dutra

Fazer gols, esse é um problema para o Atlético. Sem marcar há quatro partidas, o próprio técnico do Furacão, Paulo Autuori, admite que o time tem dificuldades em balançar as redes dos adversários. O comandante, no entanto, descarta qualquer tipo de “efeito Walter” na ausência de gols e vê essa dificuldade desde o início da temporada.

Agressividade no último terço de campo, jogadas mais agudas, essa é a receita que Autuori passa para mudar o panorama e fazer mais gols. “Se eu falasse que é só psicológico ou pequenos ajustes eu estaria enganando a mim mesmo. Para sermos eficazes temos que ser muito mais agudos, acho que esse jogo contra o Grêmio nós não criamos praticamente nada, o que não é normal. O segundo tempo não, fomos muito mais próximos daquilo que somos, mas é lógico que não é uma situação que a gente pense que é somente agora. Às vezes me dá vontade rir como as pessoas tiram da memória, já tive que responder várias questões do tipo ‘o Walter não está fazendo gols’ e a minha resposta era de que ele trabalhava para a equipe. Querer fazer um link com a falta de gols agora pela falta de um jogador é fora de propósito. A dificuldade que estou a ver no último terço do campo vocês já estão a me ouvir falar aqui há muito tempo”, afirmou o treinador do Atlético.

Autuori alerta para eficiência do Botafogo. (Divulgação/ Atlético)

Autuori alerta para eficiência do Botafogo. (Divulgação/ Atlético)

Resolver o problema da ausência de gols é uma das missões da equipe para atingir seu objetivo no segundo turno do Brasileirão, de obter resultados ainda melhores que os da primeira metade de campeonato. “Queremos fazer um segundo turno melhor do que o primeiro em termos pontuais e em termos exibicionais, de rendimento. Ainda temos um jogo daquela ideia dos três primeiros jogos, pontuar mais que nos três primeiros do primeiro turno. Depois do jogo contra o Botafogo poderemos responder se começamos melhor em termos pontuais, talvez em termos exibicionais nem tanto”, comentou Paulo Autuori.

Diante do Botafogo, o comandante rubro-negro reencontra mais uma vez o clube que lhe alçou ao cenário dos grandes técnicos no futebol brasileiro, na década de 1990. “Tenho um carinho enorme, foi o clube que me abriu as portas no futebol brasileiro, estará sempre no meu coração, mas é passado, depois disso já o enfrentei algumas vezes e vamos enfrentar como enfrentamos qualquer adversário”, disse Autuori.

Em 2016, Paulo Autuori vê um Botafogo organizado e destaca uma das qualidades do time carioca, a eficiência. “Equipe é bem ajustada desde que o Ricardo (Gomes, ex-técnico) assumiu. Nesse momento está o Jair (Ventura, atual técnico), tem dois jogos e duas vitórias. O próprio jogo com o São Paulo, o São Paulo teve muitas chances para ganhar o jogo, muitas chances, não ganhou e acabou perdendo, é futebol. E é aquilo que a gente falou, foi injusto? Não, foi um placar que traduziu a eficácia que o Botafogo teve. Temos que estar atentos, foram eficazes e isso é importante. O jogo com o Sport, estou a falar isso porque analisamos esses dois jogos, o Sport também teve situações, foi infeliz o goleiro como atuou naquele jogo. Aliás um grande goleiro, com história, como o Magrão. É importante saber entender e analisar o resultado, o nosso próprio jogo com o Cruzeiro foi um resultado não condizente com o que foi o jogo”, comentou o técnico rubro-negro.