Por Guilherme Coimbra e Pedro Melo

Milene foi em todos os jogos do Atlético na fase final do Brasileirão de 2001 (Arquivo pessoal)

Rubro-Negra fanática, Milene Szaikowski foi idealizadora do Circulo de História Atleticana, e escreveu um livro junto do professor Heriberto Ivan Machado, chamado “Arena da Baixada – 100 Anos”. Torcedora fervorosa do Furacão, ela esteve presente nas duas partidas da decisão do título brasileiro de 2001, e relembrou em entrevista para a Banda B dos momentos mais importantes da conquista do Atlético.

“Aquele campeonato foi extremamente marcante. Desde o começo o time do Atlético parecia ter um algo a mais”, contou Milene. “Quando caiu o Mário Sérgio, rolou toda aquela confusão. O Marcus Coelho contou num círculo de história que houve uma confusão na hora da queda do treinador e a diretoria pediu um ‘sacode’ nesse grupo e soltou a famosa frase do ‘ou o Atlético acaba com a noite ou a noite acaba com o Atlético’. Quando o Geninho entrou, uniu o grupo de tal forma. É engraçado que os próprios jogadores comentam e eu como torcedora percebi, que teve um determinado que perdemos para o Juventude e eles se uniram e fizeram um pacto que dali para a frente sairia o campeão”, completou.

Ela esteve presente em todos os jogos da fase final na Arena da Baixada, contra São Paulo (quartas de final), Fluminense (semifinal) e São Caetano (primeiro jogo da decisão). “Para mim, foi extremamente marcante os jogos finais serem na Baixada. Aquilo foi espetacular, um sentimento único de viver aquilo. Eu lembro em São Caetano que eu estava extremamente tensa. Precisávamos manter o resultado e parecia que o gol não vinha”, recordou.

Um misto de sentimentos tomava conta dos rubro-negros na expectativa para o título. A cada jogo, o Furacão provava que o título era mais que uma realidade. “Nos últimos jogos a ansiedade era muito grande. Eu ia super cedo para a Baixada e tinha um pessoal passando com o carro de som, fazendo uma contagem regressiva de quantos dias faltavam para o Atlético ser campeão. Aquilo me marcou muito”, disse.

Outra lembrança que não sai da cabeça da atleticana Milene é a decisão em São Caetano do Sul. “Eu lembro que eu falava para a minha mãe que eu iria nos jogos finais, não importava onde fosse, independente se fosse com o Bahia ou com o Galo. Quando foi para São Caetano, por ser mais perto, foi muito mais tranquila do que normalmente é uma viagem de torcida. A torcida deles nos recepcionou muito bem, não tinha confusão. Foi uma viagem muito legal e eu gostei bastante”, finalizou