Por Guilherme Coimbra e Pedro Melo

O Furacão foi surpreendendo cada vez mais na segunda fase e provando que não estava lá à toa (Arquivo/Atlético)

Desacreditado no começo, imbatível no final. Depois de uma recuperação fantástica na primeira fase da competição e da segunda colocação garantida, o Atlético usou e muito bem da segunda parte do Brasileirão para provar que não estava ali à toa. Quem considerava o Furacão como zebra, aos poucos foi reconhecendo que o Rubro-Negro chegava sim como campeão e atropelou gigantes no meio do caminho. Primeiro foi o São Paulo, depois o Fluminense. A equipe do técnico Geninho chegou à final do Campeonato Brasileiro mais forte do que nunca, provando por A mais B que o título já era muito mais do que uma realidade.

QUARTAS DE FINAL – ATLÉTICO 2×1 SÃO PAULO – 05/12/2001

O Atlético estreou na segunda fase do Brasileirão de 2001 contra o São Paulo, na Arena da Baixada. Com um elenco recheado de jogadores importantes com Rogério Ceni, Belletti, Emerson, Júlio Baptista, Kaká, França, entre outros, o Tricolor não foi páreo para o Furacão, que venceu por 2 a 1 e garantiu a vaga nas semifinais.

O Rubro-Negro abriu o placar aos 28 minutos do primeiro tempo, com Kleber Pereira, após bela jogada de Adriano Gabiru pela direita e assistência de Alex Mineiro. O empate do São Paulo veio na segunda etapa, aos 22 minutos, com Adriano Gerlin cobrando pênalti, sem chances para Flávio.

O gol da vitória do Furacão foi marcado pelo artilheiro Alex Mineiro, aos 35 minutos da etapa final, aproveitando o rebote de Rogério Ceni após outra bela jogada de Adriano Gabiru. O Atlético se garantia ali nas semifinais do Brasileirão.

SEMIFINAL – ATLÉTICO 3×2 FLUMINENSE – 09/12/2001

O último passo antes da tão sonhada decisão era contra o Fluminense, novamente na Baixada. Em um jogo disputado do começo ao fim, a vitória suada por 3 a 2 foi conquistada já nos minutos finais de partida. Mais uma vez brilhou a estrela do artilheiro Alex Mineiro, autor dos três gols atleticanos na partida.

Depois de um primeiro tempo truncado, Magno Alves abriu o placar para os cariocas aos 43 minutos, aproveitando falha da defesa rubro-negra. O empate do Atlético aconteceu já no começo da segunda etapa. Aos três minutos, em cobrança de escanteio, a bola cercou a área do Fluminense e sobrou para ao artilheiro Alex Mineiro deixar tudo igual.

O camisa 9 rubro-negro apareceu novamente aos 23 minutos de jogo para virar o jogo na Baixada. Ele aproveitou o vacilo defensivo do adversário, arrancou, invadiu a área e tocou na saída de Murilo. O Fluminense respondeu aos 29 minutos, com Magno Alves, outra vez, chutando de fora da área e deixando tudo igual na Baixada.

O gol da vitória e da classificação para a grande final veio novamente dos pés do iluminado Alex Mineiro. Aos 43 minutos do segundo tempo, o artilheiro recebeu no lado direito, puxou para a perna esquerda e bateu firme, de fora da área, para garantir a vaga na decisão.

PRÓXIMA PARADA: DECISÃO

O destino estava traçado. Nos dias 16 e 23 de dezembro daquele ano, o Furacão iria decidir o título contra o São Caetano, atual vice-campeão brasileiro e que liderou o Brasileirão na primeira fase. Faltavam apenas duas partidas para a realização do sonho da conquista inédia do Atlético no Campeonato Brasileiro.