Por Pedro Melo 

(Divulgação/CBV)

Quase 34 mil pessoas acompanharam a partida de vôlei na Arena da Baixada. (Divulgação/CBV)

A Arena da Baixada foi palco da segunda partida da história a ser realizada em estádio de futebol no Brasil. Em 1983, 80 mil torcedores acompanharam, debaixo de chuva, a vitória da seleção brasileira sobre a União Soviética. Mais de três décadas, 33.700 pessoas fizeram a festa para o Desafio de Ouro, em comemoração ao título olímpico e também a despedida do líbero Serginho.

O único a estar nas duas partidas históricas foi o técnico Bernardinho, levantador titular em 1983, que comparou os dois momentos memoráveis. “Joguei com estádio aberto, choveu e foi um caos. Na partida, teve algumas goteiras, mas nada que atrapalhasse. É bem diferente a estrutura, a gente saia do túnel no Maracanã e ia para o centro do gramado. Quando subi no túnel, a galera gritou o nome de todo mundo e pude reviver tudo”, disse. “Voltar à Curitiba depois de muitos anos e com 33 mil pessoas no estádio é um sonho realizado. Esse é um momento especial da conquista e foi incrível. Foi uma volta de ouro para Curitiba”, acrescentou.

A energia do público também foi um fator destacado pelo levantador Bruninho, um dos jogadores mais procurados pela torcida após a partida. “Um dia mágico para a gente e vai ficar marcado para sempre em nossas vidas. Um momento como esse, tudo que a gente mais sonha e vale mais do qualquer medalha. Estou muito emocionado e honrado”, comentou.

Já o central Éder não sentiu dificuldades em jogar na Arena da Baixada e ainda sugeriu que a seleção realizasse partidas da Liga Mundial no estádio. “Sinceramente nem senti tanta diferença. A gente já jogou em alguns ginásios de grande proporção, mas claro que aqui é mais aberto. Treinando em alguns dias dá para se adaptar bem e quem sabe dá para ter jogos da Liga Mundial. Seria uma ideia interessante”, declarou.

Porém, não foi todo mundo que aprovou a distância da quadra para as arquibancadas. O meio-de-rede Lucão ressaltou que os jogadores estão acostumados a atuarem em ginásios menores, mas aprovou o desempenho da equipe mesmo sem ritmo de jogo.

“A galera fica geralmente mais próxima, mas a torcida lotou o estádio e ficou próximo mesmo a gente acostumado eles estarem mais perto de nós. É muito difícil, a gente está acostumado a jogar em ambiente menor e deu para fazer um bom espetáculo”, falou Lucão.