Por Guilherme Coimbra e Pedro Melo

Confira os gols da partida na narração de Marcelo Ortiz:

Alex Mineiro foi o destaque da partida com três gols marcados (Arquivo/Atlético)

Era um dia diferenciado em Curitiba. A tarde de 16 de dezembro de 2001 era esperada por todos os rubro-negros com uma gigantesca ansiedade. As horas demoravam a passar até o horário da partida. Com a bola rolando, não foi apenas um motivo para se comemorar. Foram quatro. O Furacão encontrou dificuldades no decorrer do jogo, chegou a sofrer a virada, mas se recuperou e venceu o São Caetano com autoridade, por 4 a 2, deixando bem encaminhado o título de campeão brasileiro para a volta em São Caetano do Sul.

O caldeirão estava fervendo como nunca. Ferveu tanto que não demorou a explodir. Logo aos quatro minutos de bola rolando, em uma bela troca de passes, Adriano Gabiru deixou Ilan cara a cara, dentro da área, apenas com o trabalho de limpar a marcação e bater no canto de Silvio Luiz para abrir o placar.

Atrás no marcador, o Azulão começou a pressionar, exigindo bom trabalho de Flávio. Aos 21 minutos, Mancini cobrou falta de longe e o goleiro atleticano foi traído pelo sol. A bola pegou efeito e morreu no fundo das redes do Atlético.

A virada do São Caetano veio apenas na segunda etapa, para desespero da nação rubro-negra. Melhor no jogo, a equipe paulista assustava mais do que o Furacão. Em nova bola parada, aos nove do segundo tempo, a bola pegou na barreira e sobrou para Marcos Paulo, livre, desempatar. A torcida do Azulão presente na Baixada já soltava o grito de “é campeão” após a virada.

Mas a alegria do adversário durou pouco. No minuto seguinte, a estrela de Alex Mineiro começou a brilhar. O atacante recebeu na área e bateu na saída de Silvio Luiz para igualar tudo novamente. Mais tarde, aos 35, o camisa 9 tabelou com Souza, invadiu a área e virou a partida. O golpe fatal do artilheiro veio já no apagar das luzes. Aos 47 minutos, em cobrança de pênalti, ele marcou o quarto gol e deu números finais ao duelo.

Com a vitória, o Atlético poderia perder por até um gol de diferença na volta, dia 23 de dezembro de 2001, no Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, que ficava com a taça.