Por Pedro Melo

Usain Bolt conquistou o tricampeonato também no 4x100. (Divulgação/Rio 2016/Getty Images)

Usain Bolt conquistou o tricampeonato também no 4×100. (Divulgação/Rio 2016/Getty Images)

Pelé, Muhammad Ali, Michael Jordan, Michael Phelps e agora Usain Bolt. Se alguém tinha alguma dúvida que o jamaicano estaria na lista de maiores atletas da história, não tem mais após Bolt terminar sua participação no Rio 2016 com três medalhas de ouro e chegar a marca de nove conquistas na história dos Jogos Olímpicos.

A última participação do velocista foi na noite desta sexta-feira (19) em que Usain Bolt liderou a seleção jamaicana na conquista do tricampeonato na prova do revezamento 4×100 metros rasos. A medalha de prata ficou com o Japão e o Canadá ficou com o bronze.

Desde quando ganhou pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de 2008, Usain Bolt só não venceu uma prova entre Olimpíada e Mundial – em 2011, quando queimou a largada da prova dos 100 metros rasos no Mundial de Daegu, na Coréia do Sul. No Rio de Janeiro, o jamaicano levou o público ao delírio com o tricampeonato nas três provas em que participou.

Quando participou pela primeira vez das Olimpíadas, Bolt desejava apenas uma medalha nos 200 metros rasos, sua prova favorita, mas falhou ainda nas eliminatórias em Atenas 2004. “Na primeira vez em Atenas, eu só vim para tentar os 200 metros. Tudo que eu queria fazer era ser campeão olímpico dos 200 metros uma vez”, relembrou.

Entretanto, o jamaicano continuou trabalhando e seu primeiro recorde foi na prova dos 100 metros em Pequim 2008, quando se tornou o primeiro homem a correr abaixo dos 9s70 (9s69). Já nos 200 metros, realizou seu sonho e correu para 19s30.

Em Londres 2012, Bolt perdeu as seletivas jamaicanas nas duas provas para o jovem Yohan Blake e gerou a dúvida se manteria o título olímpico. Entretanto, mais uma prova mostrou porque é o homem mais rápido do mundo e venceu as duas provas, além do revezamento novamente.

Mais uma vez, a seletiva jamaicana deixou dúvida sobre a participação do velocista. Bolt só conseguiu a classificação pelos critérios da Federação de Atletismo da Jamaica após se sentir dores na coxa na classificatória. No Rio de Janeiro, não quebrou o recorde em nenhuma prova, mas provou para todos que é o maior velocista da história.

O jamaicano se despediu das pistas em Jogos Olímpicos e pretende encerrar a carreira logo após o Mundial de Londres, no próximo ano.