Estadão

Roberta ficou sem a vaga para os Jogos Olímpicos. (Divulgação/CBV)

Roberta ficou sem a vaga para os Jogos Olímpicos. (Divulgação/CBV)

O técnico José Roberto Guimarães definiu os últimos três cortes do grupo de jogadoras e anunciou as exclusões de Camila Brait, Tandara e Roberta, que, assim, ficarão de fora do elenco de 12 nomes para os Jogos Olímpicos, do Rio de Janeiro.

A maior surpresa ficou por conta do corte de Camila Brait. Desde a aposentadoria da veterana Fabi da seleção, a líbero aparecia como dona da posição e era dada como nome certo no grupo que vai ao Rio. Mas foi preterida depois da ascensão de Léia, que se destacou na conquista do Grand Prix e ficou com a vaga.

Outra velha conhecida da seleção que ficará de fora é Tandara. Campeã olímpica em 2012, a jogadora de 27 anos sofreu com as lesões nos últimos tempos. No Grand Prix, sequer entrou em quadra na fase final, graças a um problema muscular, e acabou excluída mesmo com somente mais uma oposta no elenco – Sheilla.

O corte mais previsível era o da levantadora Roberta. Isso porque Zé Roberto nunca escondeu que esperaria o retorno de Fabíola, que deu à luz em maio e desde então vinha se recuperando fisicamente para ir aos Jogos. Ela e Dani Lins serão as opções da posição durante os Jogos.

Em busca do tricampeonato olímpico, a seleção brasileira feminina de vôlei está no Grupo A dos Jogos, ao lado de Japão, Coreia do Sul, Argentina, Rússia e Camarões, adversário da estreia no dia 6 de agosto. O País será representado pela oposta Sheilla, a líbero Léia, as centrais Fabiana, Thaísa, Juciely e Adenízia, as levantadoras Dani Lins e Fabíola e as ponteiras Natália, Fernanda Garay, Jaqueline e Gabi.

Bernardinho também define os 12 convocados para a Olimpíada

O técnico Bernardinho definiu nesta segunda-feira os últimos três cortes da seleção brasileira masculina de vôlei para a Olimpíada do Rio. O central Isac, o líbero Tiago Brendle e o ponteiro Murilo foram excluídos pelo treinador e ficarão de fora da busca pelo tricampeonato olímpico em solo carioca.

Das três saídas, Murilo é o nome com mais peso. Um dos jogadores mais vencedores do vôlei brasileiro nos últimos tempos, o ponteiro foi prejudicado por uma lesão muscular na panturrilha esquerda, que inclusive o impediu de entrar em quadra ao logo da campanha do vice-campeonato da Liga Mundial. A expectativa era de que ele pudesse se recuperar neste período, o que não aconteceu.

Aos 35 anos, a tendência é que Murilo tenha visto ruir o sonho de disputar sua última Olimpíada com a camisa do Brasil. Medalhista de prata nos Jogos de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012, o ponteiro seria um dos mais experientes do grupo na briga pelo ouro, se não tivesse sofrido a lesão. Os problemas físicos, aliás, têm sido obstáculos na carreira do atleta nos últimos anos.

Já com Isac e Tiago Brendle, a situação é bem diferente. Os dois buscavam espaço no grupo e sonhavam com a primeira Olimpíada da carreira, mas terão que esperar. No caso de Brendle, apesar da titularidade na decisão da Liga Mundial contra a Sérvia, no domingo, o corte era esperado, já que ele disputava posição com o multicampeão Serginho.