Por Pedro Melo

Vanderlei Cordeiro foi o responsável por acender a pira. (Dhavid Normando/Estadão Conteúdo)

Vanderlei Cordeiro foi o responsável por acender a pira. (Dhavid Normando/Estadão Conteúdo)

A grande honra de acender a pira olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi de um paranaense. O ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, de 47 anos, foi escolhido pelo Comitê do Rio 2016 após a desistência de Pelé, que sofre com problemas físicos.

O nome do ex-tenista Gustavo Kuerten também foi especulado, mas o atleta nascido em Cruzeiro do Oeste foi homenageado após o incidente que lhe tirou a medalha de ouro na maratona em Atenas 2004. Na ocasião, o paranaense foi empurrado pelo ex-padre Cornelius Horan e só seguiu na competição depois de ser ajudado pelo grego Polyvios Kossivas.

Na sequência, Vanderlei perdeu seu ritmo de prova e acabou ultrapassado por outros dois atletas, ficando com a medalha de bronze. Porém, quando entrou no estádio Olímpico, foi ovacionado pela torcida e aplaudido de pé. Depois, ele recebeu a medalha Pierre de Coubertin, honraria concedida pelo Comitê Olímpico Internacional a esportistas que demonstram espírito olímpico durante a competição.

O ex-maratonista começou sua carreira no esporte aos 14 anos e tem como principais conquistas as medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, e Santo Domingo, quatro anos depois.

O nome de Pelé era o favorito para carregar a tocha, mas o rei do futebol informou que seus problemas de locomoção por conta de problemas no quadril o impediram de aceitar o convite.