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Neymar marcou pela primeira vez na Olimpíada. (Lucas Figueiredo/Mowa Press/CBF)

Neymar marcou pela primeira vez na Olimpíada. (Lucas Figueiredo/Mowa Press/CBF)

O Brasil está na semifinal do torneio masculino de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio. Garantiu a vaga ao superar o seu mais duro teste até agora e bater a Colômbia por 2 a 0, na Arena Corinthians, em São Paulo, em um jogo em que teve de enfrentar a violência e o antijogo do adversário no primeiro tempo. Mas novamente comandando por Neymar, se impôs e agora no mínimo vai disputar a medalha de bronze. O sonho do ouro inédito, porém, está cada vez mais vivo.

Na quarta-feira, o Brasil joga por uma vaga na final contra Honduras – que ganhou da Coreia do Sul por 1 a 0, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte -, às 13 horas, no estádio do Maracanã, no Rio. Na Olimpíada de Londres, há quatro anos, as duas seleções se enfrentaram nas quartas de final e a seleção então comandada pelo técnico Mano Menezes venceu por 3 a 2 após ficar duas vezes em desvantagem no placar.

O primeiro tempo deste sábado foi uma guerra. Teve discussão, empurra-empurra, xingamentos e até troca de socos entre jogadores reservas e membros das comissões técnicas das duas equipes. Tudo provocado pelos colombianos, que entraram em campo dispostos a tumultuar a partida com catimba e violência na esperança de tirar vantagem.

Assim, Neymar foi caçado em campo. Levou faltas seguidas, algumas desleais. Os colombianos se revezavam na hora de “bater” Em muitos lances, visavam o tornozelo direito do jogador, machucado no jogo contra a Dinamarca, mas que, após tratamento intensivo, não o impediu de ir a campo. Neymar também procurava o confronto e logo enfileirou vários adversários com cartões amarelos, apesar da falta de rigor do árbitro turco Cakir Cuneyt

Neymar também teve momento de descontrole. Após receber falta dura de Lerma, irritou-se, assim como todos os brasileiros, com a falta de fair play dos colombianos no reinício do jogo e partiu à caça de um adversário. Encontrou Roa, deu-lhe um violento pontapé e levou cartão amarelo. A consequência foi uma confusão generalizada com titulares, reservas e integrantes da comissão técnica das equipes trocando empurrões e sopapos.

O primeiro tempo também teve futebol. E, neste quesito, o Brasil foi melhor. Com um dos atacantes se movimentando bem, Walace eficiente no desarme, os zagueiros jogando sério na maioria do tempo, fez um primeiro tempo mais eficiente que o da Colômbia, que tem jogadores habilidosos, rápidos e que tocam bem a bola.

Mas fazem muitas faltas. E em uma delas, sofrida por Gabriel Jesus (que também apanhou bastante), Neymar marcou o seu primeiro gol na Olimpíada e colocou o Brasil em vantagem, aos 12 minutos. Ele percebeu a barreira mal formada e bateu forte, de pé direito, à meia altura, sem defesa para Bonilla. Depois de 11 meses e oito partidas, Neymar voltou a marcar pela seleção. Seu último gol, pela equipe principal, havia sido em um amistoso contra os Estados Unidos.

A Colômbia voltou para o segundo tempo alterada – dois jogadores com cartões amarelos foram substituídos – e assustou nos primeiros minutos. Mas logo o Brasil conseguiu responder, criando chances e teve até um pênalti (Balanta colocou a mão na bola em chute de Luan) não marcado a seu favor.

Ressalte-se que no segundo tempo o futebol prevaleceu. A Colômbia deixou de lado a violência e passou a procurar o jogo. E mostrou ser um bom time, com variações de jogadas e bom toque de bola. O Brasil continuava bem, mas o jogo ficou mais difícil. Então, o técnico Rogério Micale resolveu se precaver, colocando o volante Thiago Maia no lugar do apagado atacante Gabriel Barbosa.

A defesa ficou mais segura, mas faltava definir o jogo. Luan fez isso aos 37 minutos em grande estilo. Recebeu de Neymar, observou o goleiro adiantado e tocou por cobertura. O Brasil está na semifinal.