A conta é simples e quem ensina é o professor Ricardo Pinto: sete vitórias nas onze partidas que o comandante tinha pela frente quando assumiu bastariam para manter o Paraná na primeira divisão do estadual. “Temos que manter. São sete vitórias pra ficar tranquilo e já conseguimos quatro”, explica o treinador, com a prudência de quem está consciente da responsabilidade do time na sequência. “A alegria sempre se faz presente, mas o mais importante é manter os pés no chão, ainda estamos na rabeira”, alertou.

Ataque que funciona
Desde que o técnico assumiu o time, só o Coritiba conseguiu vencer o Paraná. Léo, que marcou os dois gols na partida contra o Roma, também deixou o seu no clássico, mesmo entrando só no aos 23 do segundo tempo. “Ele entrou no momento em que nós achávamos interessante dentro do que a gente planejava pra tentar anular a grande qualidade do Coritiba”, justificou Pinto.

Léo materializa bem a nova fase do grupo tricolor, que mudou radicalmente a postura no ataque. Se em todo o primeiro turno o Paraná marcou apenas oito gols, nas quatro rodadas transcorridas até agora nessa fase final, o time já alcançou sete tentos.

Comportamento diferente para quem quer afastar de vez o fantasma do rebaixamento, inclusive no quesito disciplinar. “Sobre a disciplina, se eu deixo passar em branco, será que todos os jogadores se apresentariam hoje?”, questionou o técnico, com relação ao puxão de orelha que deu em Henrique e Diego, que chegaram atrasados em alguns treinamentos. “Todo mundo vai buscando seu espaço no time, lealmente, dentro de campo. É o que eu fazia quando eu jogava. Eu ainda sou profissional e a minha cobrança vai continuar grande”, avisou Ricardo Pinto.