Por Pedro Melo

Teliana Pereira disputou nesta semana o torneio de Curitiba, mas caiu logo na primeira rodada. (Eric Visintainer/Divulgação)

Teliana Pereira não vive um bom momento dentro de quadra. Depois de alcançar o top em 2015, a brasileira não repetiu os mesmos resultados no ano passado e ainda não conseguiu emplacar uma sequência de vitórias na atual temporada. Porém, nada que deixe a brasileira desanimada e com o sonho de retornar ao top 100.

“Ano passado foi aquém das minhas expectativas pelos meus resultados e também a queda no ranking, mas tive a oportunidade de jogar os grandes torneios e estive com as grandes jogadoras. Isso é um privilégio dos resultados que conquistei dos resultados em 2015. O fato de não ter conquistado as vitórias, a confiança vai baixando e todo mundo sabe que no tênis a confiança é muito importante. O importante é continuar o trabalho que vem fazendo e conquistar vitórias para ganhar confiança novamente. Claro que gostaria de voltar ao top 100, mas o importante é ir passo a passo. Eu estou feliz e o importante é continuar o trabalho. O importante é não pensar nas vitórias primeiramente, mas sim, a evolução”, declarou a brasileira.

Na semana passada, Teliana foi homenageada durante o Rio Open ao lado de todas as brasileiras que já estiveram no top 100 e comemorou o reconhecimento do torneio com as tenistas. Além dela, Gisele Miró, Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Cláudia Monteiro e Maria Esther Bueno. “Chegar no top 100 é muito difícil e eu consegui fazer mais do que isso. Rio Open é um dos meus torneios favoritos pelo fato de ser no Brasil e a gente tem essa carência de jogar no Brasil. Joguei três anos lá, principalmente o primeiro, onde cheguei na semifinal. É um torneio maravilhoso, gosto da cidade e fiquei muito feliz. É importante ter esse reconhecimento no Brasil, o tênis feminino é difícil aqui no Brasil e fiquei lisonjeada. Espero que possamos ter mais tenistas brasileiras no top 100, mas para isso, precisa ter um projeto a longo prazo”, comentou.

Porém, a pernambucana foi ao Rio de Janeiro em uma situação diferente em relação aos últimos três anos. Pela primeira vez, o Rio Open não teve a chance feminina e ainda não sabe se voltará no ano que vem. Além do torneio carioca, o WTA de Florianópolis também não acontecerá em 2017.

Depois de ser campeã em Florianópolis e chegar à semifinal no Rio de Janeiro, Teliana lamentou a saída de ambos os torneios do calendário. “Todas as meninas ficaram muito tristes. Tínhamos também o WTA de Florianópolis. Passamos de dois WTA para não ter nada, mas já estamos acostumadas a viajar. O que a gente precisa fazer é ter melhores resultados para cobrar de novo esses dois torneios”, disse.

‘Polêmica’ de americana durante o WTA de Hobart

Logo na primeira semana durante o WTA de Hobart, a americana Sashia Vickery e a belga Elise Mertens protagonizaram um momento polêmico quando as duas tenistas tentaram abandonar a partida após o primeiro game para disputar o qualificatório do Australian Open.

Teliana perdeu na rodada anterior para Vickery e poderia ter vivido a mesma situação se tivesse avançado de fase. Porém, a pernambucana afirmou que nunca desistiria de um torneio para disputar outro. “Isso acontece com frequência. Se eu tivesse ganhado, teria continuado no torneio ainda mais que é um WTA. Eu, quando estou no torneio, gosto de ir até o final. Não existe isso de entrar na quadra para apenas cumprir tabela. Teve o lance que as duas queriam desistir e foi bem polêmico. É esquisito, mas isso acontece. As duas falaram que estavam machucadas, eu não tenho como opinar”, concluiu.