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Um vídeo de sexo explícito que supostamente envolve o zagueiro Saimon, do Grêmio, vazou na Internet no dia 22 de janeiro e virou alvo de comentários nas redes sociais. Nas imagens, um homem que seria o jogador aparece recebendo sexo oral de duas mulheres, enquanto uma quarta pessoa filma.

Pela “qualidade” das imagens elas teriam sido feitas – por um amador – com uma câmera de celular em ambiente pouco iluminado.

Uma primeira ação judicial em que Saimon Pains Tormem busca brecar a difusão das imagens e uma indenização por dano moral tramita na 2ª Vara Cível do Foro Central, assinada pelo advogado Rafael Vieira Caovilla.

O juiz Alexandre Mânica resumiu, na decisão inicial, a versão – por ora unilateral – da controvérsia e deferiu a antecipação de tutela, para que os saites Terra, G.1, Uol, Google e Youtube retire as imagens sob pena de multa diária de R$ 300.

O magistrado determina que as empresas requeridas retirem imediatamente os vídeos em que Saimon “aparece em cenas de sua vida sexual, bem como as fotos dele extraídas”.

As empresas também “estão proibidas de veiculá-los em qualquer meio de comunicação de que sejam proprietárias ou administradoras, bem como de fornecer em seus links nos quais seja possível o acesso a esse material”.

As rés já foram citadas e está em curso o prazo para as contestações. As movimentações processuais estão disponíveis no saite do TJRS, mas a ação passa agora a tramitar com segredo de justiça. (Proc. nº 11400168237).

Outra ação sem segredo de justiça

Uma nova ação sobre os mesmos fatos tramita agora na 6ª Vara Cível de Porto Alegre e tem como réus o zagueiro Saimon e também o atleta Mithyuê de Linhares, ex-gremista e atualmente atuando no Esporte Clube Pelotas.

A autora é uma mulher e seus apontados direitos estão sendo defendidos pelo advogado Edmar Fabrício.

Na decisão inicial, o juiz Oyama Assis Brasil de Moraes mandou citar os réus. Mas indeferiu o pedido de segredo de justiça pedido pela demandante.

O magistrado considerou “ausente qualquer das hipóteses previstas no art. 155 do CPC, mormente porque, como a própria inicial revela, o vídeo encartado tem e teve ampla divulgação pela Internet”.

Os dois atletas ainda não foram citados. (Proc. nº 11400394164).