Depois de dois julgamentos no Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), o caso do jogador do Rio Branco que atuou de maneira irregular no Campeonato Paranaense foi parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na tarde desta quinta-feira, os auditores do STJD decidiram acatar o pedido do Paraná Clube e devolveram o caso ao Pleno do TJD-PR.

O STJD julgou apenas o recurso do Paraná, que foi aceito como terceiro interessado no caso, mas não pôde se manifestar no julgamento do Pleno do TJD-PR. Em função de não ter se pronunciado, o Tricolor pedia a nulidade deste julgamento, o que acabou sendo acatado pelo STJD por 7 votos a 1. Sendo assim, o processo será novamente julgado no Plento do TJD-PR.

“Agora estamos oficialmente dentro do processo como terceiro interessado. Hoje ficou provado que a gente tinha razão ao pedir a palavra no julgamento. Voltamos para o Pleno do TJD-PR e vamos nos preparar para isso. Mas certamente o caso volta para o STJD, porque a parte que se sentir prejudicada, ou Paraná ou Rio Branco, vai recorrer”, afirmou o dr. Itamar Côrtes, advogado do Paraná.

Entenda o caso

A confusão toda aconteceu devido a um erro na regularização do atleta Adriano de Oliveira Santos, que acabou registrado na CBF como Adriano Oliveira dos Santos. O atleta foi escalado para seis partidas do Rio Branco no Campeonato Paranaense antes do erro ser detectado. Por isso, o clube corria o risco de perder 3 pontos por cada uma dessas partidas, além dos 4 pontos que a equipe conquistou nos dois jogos em que Adriano de fato entrou em campo.

A defesa do Leão da Estradinha, através do advogado Domingos Moro, alegou que o erro não foi apenas da equipe de Paranaguá, mas também da Federação Paranaense de Futebol, que não conferiu corretamente a documentação do jogador, além de outras três Federações por onde o atleta passou e que também não informaram o erro com antecedência.

Baseado nisso, o dr. Moro tentou absolver o clube parnanguara de perder 22 pontos no estadual, o que rebaixaria o Rio Branco para a segunda divisão do Campeonato Paranaense no lugar do Paraná. A alegação era de que a equipe tinha culpa sim, mas não poderia assumir essa culpa sozinha, tentando amenizar a pena do Leão da Estradinha, o que de fato acabou acontecendo.

No julgamento em primeira instância no Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), o Rio Branco foi apenas multado em R$ 27.500. A procuradoria recorreu, e no Pleno do TJD-PR, o Leão da Estradinha acabou totalmente absolvido, se livrando inclusive da multa. Neste julgamento, o Paraná (terceiro interessado no caso) não pôde se manifestar e o processo foi parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que votou pela nulidade do último julgamento, voltando o caso ao Pleno do TJD-PR.