Por Esporte Banda B

Caso de racismo aconteceu no momento em que Tchê Tchê subiu para o gramado da Arena. (Reprodução)

Caso de racismo aconteceu no momento em que Tchê Tchê subiu para o gramado da Arena. (Reprodução)

O caso de racismo envolvendo um torcedor do Atlético ainda não identificado e o meia Tchê Tchê, do Palmeiras, pode ganhar a esfera esportivo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisará se o Rubro-Negro receberá alguma punição.

Em entrevista ao UOL Esporte, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, não quis falar sobre punição ao clube atleticano. “O Palmeiras não precisa tomar atitudes neste caso porque a procuradoria vai analisar”, explicou.

O Furacão pode ser enquadrado no artigo 243-G: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Porém, um parágrafo deixa claro que a perda de pontos só acontece quando “seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de pratica desportiva”. O que não foi aconteceu no caso de racismo envolvendo o meia palmeirense.

Logo, o Atlético não deve correr riscos de perder pontos e será suspenso de 120 a 360 dias caso aconteça novamente, enquanto, o torcedor pode ficar proibido de entrar em praças no mínimo por 720 dias.

O Palmeiras se pronunciou sobre o caso. Confira a nota completa abaixo:

A Sociedade Esportiva Palmeiras repudia veementemente a atitude desse cidadão e lamenta que esse tipo de comportamento ainda exista em nossos estádios. Entendemos que esse ato irresponsável não representa o pensamento do Atlético-PR e de seus torcedores.
O clube se coloca à disposição do atleta para auxiliá-lo nas providências que ele desejar e, desde já, solicita que as autoridades competentes punam o agressor de forma exemplar.”