A exclusão de Curitiba da Copa das Confederações de 2013 e o anúncio de que a capital paranaense só receberá quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo de 2014, frustraram um pouco o Secretário Estadual de Assuntos da Copa do Mundo de 2014, Mário Celso Cunha. Para o secretário, interesses políticos e esportivos acabaram levando a FIFA a tomar essas decisões, optando por cidades com estádios maiores que a Arena da Baixada.

“Estamos um pouco frustrados sim, mas a gente sabe que existem interesses políticos por traz disso tudo. A gente ficou surpreso com algumas escolhas para a Copa das Confederações e com a ausência de outras cidades, como Porto Alegre”, resumiu o secretário. “Nosso interesse maior nunca foi a Copa das Confederações. Claro que é um bom teste para o Mundial, mas nosso foco sempre foi e continua sendo a Copa de 2014”, completou.

Para Mário Celso, Curitiba não deve perder em turismo durante o Mundial e garante que o governo vai continuar tocando os projetos programados para a Copa de 2014. “Vamos continuar com o nosso projeto e todos os compromissos assumidos para a Copa. A gente sabe que Curitiba e o Paraná vão receber muitos turistas na Copa, independente da quantidade de jogos que vamos receber”, afirmou o secretário.

Com a confirmação de uma partida de um cabeça de chave em Curitiba, o secretário comemora o fato de uma equipe grande da Europa ou da América do Sul vir jogar na Arena da Baixada. “Vamos receber uma Seleção top com certeza. E Copa do Mundo nunca é um torneio fraco, tem várias seleções fortes. Vamos trabalhar também para sermos sedes de alguma grande Seleção, quem sabe de algum país vizinho ou outro país que tenha colônia forte em Curitiba, como Japão, Alemanha, Itália. Mas esperamos primeiro da divisão das chaves”, explicou.

Por fim, o secretário disse que mais importante que sediar vários jogos, Curitiba vai receber vários investimentos e melhorias em diversos setores. “Todas essas obras, investimentos e melhorias vão ficar como um bom legado para a sociedade paranaense e isso é o mais importante dessa Copa no Brasil”, disse Mário Celso Cunha.