O Paraná que enfrenta o Criciúma no próximo sábado tem em campo duas peças já conhecidas do Tigre. O goleiro Zé Carlos e o lateral – que irá jogar improvisado pelo meio – Lima foram figuras carimbadas no elenco catarinense e, por já terem disputado um sem número de partidas no Heriberto Hülse, estão à frente do grupo para desbravar o caminho tortuoso que é vencer no estádio do adversário, invicto em seus domínios.

“Fui formado lá, tive oportunidade de fazer vários jogos. Eles têm uma estrutura muito boa. Estão procurando voltar pra elite junto com o Paraná”, apontou Lima, que terá a função de marcar a direita comandada pelo técnico Guto Ferreira. Com 17 pontos, o Criciúma é o 9º colocado da Série B, com quatro vitórias, três delas diante do seu torcedor, bastante exigente. “Lá é o seguinte: se o time está bem, eles apoiam. Se termina o primeiro tempo em 0 a 0, a torcida pega no pé. A gente tem que aproveitar esse fator pra poder sair com a vitória”, alerta o jogador.

O dono da meta tricolor, Zé Carlos, foi ídolo no clube, mas atualmente responde por uma relação rompida de forma dolorosa. Ao trocar o Criciúma pelo Avaí, o goleiro despencou nas graças da torcida, na típica dinâmica do futebol. Nada que assuste Lima, que só agora só tem olhos para o Tricolor e não espera festa em sua chegada ao Hülse. “A recepção calorosa com certeza não, mas independente disso eu vou procurar fazer minha parte pelo Paraná, clube que eu estou representando. Vamos honrar a camisa e sair com a vitória de lá”, promete.