Cícero marcou três gols na classificação do São Paulo. (Divulgação/São Paulo)

O São Paulo deve muito a Cícero a classificação à terceira fase da Copa do Brasil. O meia foi fundamental pela vitória por 4 a 2 sobre o PSTC, na noite desta quarta-feira, em Londrina, num jogo em que o time mostrou virtudes, mas voltou a pecar com os defeitos defensivos. Mas Cícero, inspirado, marcou três gols e, na prática, garantiu a vaga.

O São Paulo desta quarta foi o mesmo dos outros jogos da temporada: um time bastante eficiente nas ações ofensivas, mas com um sistema defensivo que comete falhas gritantes, tanto individuais e de posicionamento.

E nem a contusão de Maicon logo no primeiro lance de que participou (recebeu uma solada de Erik e teve de sair, com o pé esquerdo bastante dolorido) pode servir de desculpa. O que falta, ao setor, é mais eficiência dos jogadores e também uma maior proteção – o volante que na teoria teria essa missão, João Schmidt, vacila muito na marcação, embora veja produtivo na saída de bola.

Mas, para sorte do São Paulo, a equipe enfrentou, no primeiro tempo, um adversário mais preocupado em se fechar. O PSTC tinha como primeira disposição tentar conter atacantes que são agressivos, rápidos, que se movimentam bastante e cujo entrosamento para fazer tabelas e infiltrações melhora a cada jogo. Apesar de o time mostrar bom posicionamento defensivo, não conseguiu.

O São Paulo chegou ao ataque com facilidade e, não fosse boas intervenções do goleiro Juninho, teria feito mais do que os três gols que marcou na etapa. E foram gols que saíram de maneiras variadas.

O primeiro, após um escanteio, teve o bom cabeceio de Rodrigo Caio e a boa colocação de Cícero, quase em cima da linha, para aproveitar de cabeça o rebote do goleiro, aos 13 minutos; o segundo, aos 35, foi consequência de linda tabela entre Cícero e Lucas Pratto, com direito a toque de classe do atacante e sutileza do meia ao tirar de Juninho; o terceiro, marcado por Cueva aos 42, foi na cobrança de um pênalti nascido numa avançada em alta velocidade de Júnior Tavares.

O problema, para desespero da torcida e do técnico Rogério Ceni, é que a defesa não colabora para que o time tenha tranquilidade. Os dois gols do PSTC na primeira etapa saíram logo após o São Paulo fazer o seu. No primeiro, aos 14 minutos, Carlos Henrique entrou como quis pelo meio e tocou nas costas de Bruno, para Lucão penetrar e marcar; no segundo, aos 44, a defesa se atrapalhou na tentativa de cortar um cruzamento da direita e a sobra de bola permitiu a Carlos Henrique marcar.

Tudo o que aconteceu no primeiro tempo animou o PSTC. Apesar da incontestável inferioridade técnica e mesmo tomando cuidado para não se expor demais, o time passou a acreditar que poderia conseguir alguma coisa na partida. Tanto que, com pouco mais de 15 minutos, o técnico Reginaldo Vital tirou Denilson, que jogava como terceiro zagueiro, por um atacante, Dener.

O time paranaense foi à frente, deu trabalho para Sidão e as jogadas ofensivas do São Paulo diminuíram em relação ao primeiro tempo. Então, coube a Cícero tirar o time do sufoco. Aos 26 minutos, ele acertou belo chute de fora da área, fez seu terceiro gol no jogo e o quarto do time tricolor, e praticamente assegurou a classificação à terceira fase.

Depois disso, o São Paulo retomou as rédeas em campo e teve boas chances para ampliar. Pecou, então, pela falta de pontaria. Mas já havia feito o suficiente.