Redação com Portal Terra

A Portuguesa demorou e chegou a praticamente desistir de tomar uma atitude, mas entrou nesta quarta-feira (2) com um processo junto à Justiça Comum para reverter o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ser contrária a esse tipo de ação e de que a decisão pode causar punições ao clube conforme as normas da Fifa, a diretoria e o departamento lusitanos se arriscaram e optaram por brigar por seus direitos.

Coube ao presidente do clube, Ilídio Lico, e ao advogado Orlando Cordeiro de Barros explicarem o porquê da entrada com a ação judicial. Vale lembrar que a Lusa chegou a recuar da decisão na segunda-feira (31) por conta de uma “pressão” da CBF, que afirmou que uma ajuda financeira só poderia ser negociada caso o clube desistisse da disputa nos tribunais e aceitasse jogar a Série B.

“A Justiça Comum é diferente. Não é como a Justiça Desportiva. A expectativa é voltar (para a Série A). Vamos rezar para que tudo corra como a gente queira”, afirmou Ilídio Lico, à versão online do Jornal Lance!.

A defesa da Portuguesa coloca uma tese que o clube pode ter errado administrativamente, mas que a CBF também tem culpa neste caso. A Fifa já enviou notificações à entidade brasileira questionando sobre o caso e pedindo esforços para que a determinação da Justiça esportiva prevaleça.

A Potuguesa foi rebaixada para a Série B após julgamento no STJD por conta da escalação irregular do jogador Héverton na última rodada do Brasileiro, contra o Grêmio. Punido em quatro pontos, o clube acabou ultrapassado pelo Fluminense, que assim se livrou do rebaixamento.

Notícias relacionadas:

Lusa deve desistir de Justiça Comum por ajuda financeira da CBF

Confira a nota de esclarecimento da Lusa sobre o caso:

“A Associação Portuguesa de Desportos, por meio do seu Departamento Jurídico, vem a público informar que ingressou nesta terça-feira (01) com uma ação na Justiça Comum visando restabelecer o seu direito.

A ação, proposta pelo vice-presidente jurídico do clube, Dr. Orlando Cordeiro de Barros, e pelo Dr Daniel Assumpção Neves, foi ajuizada na 43ª Vara Cível de São Paulo e tem como objetivo restabelecer os seus direitos lesados.”