O pediatra paranaense Washington Luiz Bittencourt embarca no próximo dia 17 de junho para os Estados Unidos, onde participa do Campeonato Mundial de Taekwondo Songahm. Para contar um pouco sobre a experiência, o médico atleta esteve na tarde desta quarta-feira (23) no Jornal da Banda B para comentar o que mudou em sua vida após a estrada do esporte em sua vida.

Faixa preta 1.º Dan, Bittencourt é um dos dois classificados da América do Sul para o campeonato e tem se preparado com treinos diários que duram de duas a três horas e vai participar na categoria 40 a 49 anos. O objetivo de Bittencourt é conquistar para o Brasil o Mundial nas categorias de Fórmula (movimentos pré-determinados imaginários), Sparring (luta) e Armas (movimentos coordenados de manipulação de um objeto), além do Top Ten (os 10 melhores do mundo) na categoria Armas.

O médico conta que essa ‘brincadeira’ começou em 2003, como incentivo para os dois filhos continuarem no esporte. “Eu precisava incentivá-los e precisava praticar exercícios, na correria do dia a dia eu não tinha tempo para isto. Daí peguei gosto pela coisa e comecei a me dedicar”, contou.

Bittencourt afirma que a principal mudança em sua vida foi à aproximação com a família. “Comecei a perceber que o tempo de treino se tornou duas, três horas a mais na companhia dos meus filhos, e isso foi muito positivo em nossa relação”, disse.

Arquivo Pessoal
Bittencourt com os dois responsáveis pela sua entrada no esporte: seus dois filhos.

A filha do médico também participará dos jogos após o vice-campeonato sul-americano em sua categoria e irá junto com o pai para o Kansas, nos EUA.

Expectativa

O pediatra afirmou que sua expectativa é dar o melhor de si, devido à dificuldade que é encontrar os melhores atletas do mundo. “Vou encontrar a elite e eu pretendo mostrar o melhor de mim, tanto na parte física quanto na parte técnica. Espero representar bem o Brasil”, comentou.

Questionado sobre a disputa dos Jogos Olímpicos, Bittencourt falou que não existe essa possibilidade, já que a federação do Taekwondo Songahm é diferente do Taekwondo olímpico e para migrar para o outro teria que reiniciar a caminhada das graduações do esporte.

Patrocínio

Após a conquista da vaga, tanto dele quanto da sua filha, Bittencourt correu atrás de diversas empresas, na área médica, que pudessem oferecer patrocínio e encontrou na empresa Frischmann Aisengart a possibilidade de representar o Brasil. “O custo é alto, mas tive a sorte de encontrar uma empresa que facilitou a minha ida”, completou.