A dois anos da Copa do Mundo 2014, o ex-técnico da Seleção Brasileira e organizador do Footecon, Carlos Alberto Parreira, não enxerga o país preparado para sediar a competição. Em entrevista coletiva de lançamento do Fórum Internacional de Futebol, que vai ser realizado em Curitiba no mês de maio, Parreira criticou a falta de continuidade no projeto de formação da equipe que representará o país no torneio.

“De forma geral, as equipes que são campeãs do mundo mantêm uma base de pelo menos cinco, seis ou sete jogadores de uma Copa para outra. Uma série de razões fizeram com que, neste momento, a seleção tenha no máximo um jogador da última Copa. Tudo isso tem que ser revisto, com o agravante de não ter eliminatórias para disputar”.

Para o organizador, o ritmo das obras é outro motivo de preocupação. “Nós demoramos muito para sair da inércia. O compromisso foi assinado há sete anos e, em determinadas áreas, pouco se fez até o momento. Agora vamos ter que acelerar. É inadmissível que o Brasil não faça uma Copa à altura do que se espera”, disse.

Greyson Assunção

Consultor da Copa do Mundo para Minas Gerais, Parreira brincou ao ser perguntado sobre a preparação da sede. “Quem escolhe as concentrações são as comissões técnicas e elas têm que ser seduzidas pelas formas e pelo visual, como você (repórter) é atraído por uma linda mulher. Para isso eu tenho que ter basicamente um campo de futebol com condições e um estádio que ofereça segurança e privacidade”.

Campeonatos estaduais

Com as finais dos estaduais chegando é possível que alguns torcedores tenham esquecido das partidas de baixo nível técnico que marcam estas competições. Para Parreira, apesar da tradição e rivalidade terem sido criadas nos regionais, passou da hora de pensar em novas fórmulas para a disputa. “Não dá mais para termos um campeonato de quatro meses com jogos deficitários. Em um regime altamente profissional não dá para suportar este tipo de futebol”, falou.