O Paraná parece ter encarnado bem o discurso de otimismo do técnico Riacrdo Pinto. Desde que assumiu o comando técnico, o treinador tem 100% de aproveitamento, tanto no estadual como na Copa do Brasil. A vitória sobre o Corinthians-PR por 1 a 0 veio carregada de estatísticas e a mais importante delas é a de que o Paraná não é mais o lanterna do Campeonato Paranaense. Com 8 pontos, o Tricolor deixou a última posição com o Cascavel, que não teve forças para bater o Paranavaí na primeira rodada do returno.

Outro tabu quebrado foi o de nunca ter vencido na casa do Timãozinho. O feito foi elogiado pelo técnico Ricardo Pinto, que ainda não descarta o sinal de alerta. “A melhor sensação é a de quebrar o tabu de nunca ter vencido aqui, de estar tirando o Paraná dessa situação. Humildade, pés no chão, o que nos diz direito é alegria e vitória”, disse, cauteloso, depois da partida deste domingo.

Dentro da mudança de panorama no grupo, o setor defensivo tem se destacado no time: já são três partidas sem tomar um único gol. Um número bastante expressivo para o elenco que teve a defesa mais vazada do primeiro turno, com 21 gols sofridos. “Arrumar a cozinha é a prioridade sempre. A visão que temos de trás era crítica, tomar gols nunca é bom”, analisou. “Como goleiro e treinador é a mesma sensação”, completou o técnico, ex-goleiro do Atlético-PR.

Contando com a sorte
Depois de expulsar dois jogadores do Corinthians, o árbitro Jarbe Cassou acabou sendo o destaque da partida. Ricardo Pinto preferiu não comentar a atuação de Cassol, mas reconheceu que a vitória tricolor foi conquistada na base da vontade, já que, mesmo com uma vantagem numérica expressiva, o time não conseguiu se impor em campo.

“Essa vitória veio com sorte, mas sorte é a junção de competência com trabalho. Estamos trabalhando no extremo, no limite. O que temos que fazer é ter tranquilidade, não deixar cair a pegada. A marcação do nosso time é muito intensa”, frisou o treinador, que também comentou a atuação de Kerlon, o Foquinha, titular na partida. “Ele disse que não conseguia jogar o jogo inteiro, mas entrou alegre. Agora é fazer com que a cabeça pense e o corpo responda. Ele vai lutar muito mais, porque tem muito mais pra dar”, garantiu.

Perspectivas
Pra se livrar da zona de rebaixamento, a conta de Ricardo Pinto era simples: o time teria que vencer pelo menos 7 partidas dentro das 12 que faltavam quando a mudança no comando técnico aconteceu. Agora, serão cinco vitórias nas dez partidas que restam e a hora não poderia ser de maior decisão no elenco paranista.

“Agora é a decisão de Copa do Mundo pra nós. Chegou a hora de mostrar porque viemos. A consciência continua a mesma”, alertou e deixou escapar a expectativa de liderança no segundo turno. “Agora o papo é outro, vamos falar de algo inédito, em liderança. Vamos dar o máximo, pra poder conseguir isso”, finalizou.