Desafeto da torcida atleticana, o atacante Dagoberto é sempre hostilizado quando pisa no gramado da Arena da Baixada. Na partida de ontem, em que o Atlético venceu o São Paulo por 1 a 0, o jogador ficou os 90 minutos no banco de reservas, mesmo com sua equipe perdendo e precisando marcar gols.

No retorno à capital paulista, na manhã desta quinta-feira, Dagoberto revelou que a ordem para que ele não jogasse partiu do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. “OJuvenal sempre deixou claro que não queria que eu jogasse contra o Atlético para evitar problemas”, afirmou o atacante, em entrevista à Agênica Estado.

A declaração de Dagoberto confirmou aquilo que o empresário do jogador, Marcos Malaquias, afirmou no decorrer da semana. Ao saber que o atacante perderia a titularidade e ficaria no banco de reservas diante do Furacão, Malaquias disse em sua página pessoal no twitter que a ordem veio “de cima para baixo”, dando a entender que a decisão não foi do técnico Emerson Leão.

“Eu sempre estou à disposição para jogar, até porque estou em um ano muito bom. Sou empregado, tenho que jogar, mas respeito a decisão”, afirmou Dagoberto, artilheiro do São Paulo na temporada, e que ainda se colocou à disposição de Leão para a partida do próximo sábado, contra o América-MG, no Morumbi.