Protestos, pichações e duras críticas à diretoria são a realidade atual do Atlético, que não faz um bom Campeonato Paranaense. Entre os nomes mais cobrados está o do diretor de futebol, Ocimar Bolicenho. O dirigente participou do programa Sangue Bom deste sábado (12) e esclareceu alguns pontos de conflito entre Atlético e torcida, além de apontar as expectativas do clube para a temporada.

Bolicenho se defende quando o assunto é contratações. O diretor vem sendo muito cobrado quanto à qualidade do elenco, mas garante que não toma nenhuma decisão sozinho. “A minha função é levantar o mercado e dizer que jogador está disponível, quanto eles custam e quanto o clube vai ter que investir. Eu to no futebol há 25 anos, tenho portas asbertas onde eu passar porque nunca mudei minha atitude”, disse.

O diretor também garante que a comissão técnica influencia bastante na contratação. “O treinador, no Atlético e em todos os clubes, tem que ser ouvido. Nós trocamos ideias todos os dias. A troca de ideias é com a comissão técnica e a decisão é com a diretoria”, afirmou.

Ousadia Malucelli

Depois de demitir o técnico Sérgio Soares, o Atlético tentou colocar em prática um plano audacioso para o comando do time. Apostas como Falcão, Marcelo Bielsa a Caio Jr. foram cotados, mas as negociações não prosseguiram e Geninho foi novamente trazido para treinar a equipe.

“O presidente quis fazer uma coisa diferente. Eu conversei duas vezes com ele e te confesso que por telefone passei a ser fã dele”, declara, em relação ao Marcelo Bielsa, ex-técnico da Seleção Chilena. “Ele engrandeceu muito a estrutura do atlético, mas não se considerou apto a dar aoAatlético tudo aquilo que ele quer nessa temporada”, frisou.

Segundo Bolicenho, o problema em trazer grandes nomes, tanto para o time quanto para a comissão técnica é a fraca vitrine do estado. “Nenhum jogador de grande envergadura quer jogar no Paraná. Nossa vitrine é obscura, diferente do mercado de São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul e Minas.”, destacou. “Outro impeditivo são os salários: os orçamentos não permitem que tenhamos jogadores de nível nacional”.

Grandes nomes, grandes expectativas

Guerrón, Madson, Lucas e Robston, ao lado do maestro Paulo Baier, são as grandes esperanças da torcida no elenco atleticano. A situação dentro de campo, porém, não corresponde às expectativas, principalmente com relação ao jogador do Equador, que chegou com título de estrela do time.

“Ele terminou o Brasileiro numa forma exuberante, daqui a poquinho ele vai voltar a ser o Guerrón do ano passado. Ele vai ser o grande astro que o Atlético precisa”, garantiu Bolicenho, se referindo à boa fase do meia-atacante quando ainda defendia o Cruzeiro.O diretor conta, também, que o clube já teve propostas do México pelo jogador, mas preferiu não negociar.

Para Madson, só boas referências. “Ele nunca me deu nenhum tipo de problema e aqui tem tido um comportamento exemplar. Treina muito, traz alegrias, canta, dança, faz piada”, elogia o dirigente, que aproveitou para destacar as boas energias de Lucas.

“Ele irradia alegria. Ele veio porque o Levir [Culpi] que é muito amigo do Valmor, disse que tava ele tava tendo um bom futebol no Japão. Me parece que ele tem um grande reconhecimento pelo grande Clube Atlético Paranaense”, afirmou.

O recém chegado Robston, ex-Atlético-GO, protagonizou uma novela envolvendo sua negociação. Bolicenho conta que grandes times do Brasil também estavam interessados no jogador, que optou por vir para o Atlético. “Não foi uma contratação fácil. Já faz parte da ousadia pregada pelo presidente Marcos Malucelli. Ele vai suprir essa função que necessitamos no Atlético”, finalizou.