O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., disse que o combate extenso à pirataria promovido pela Fifa, que promete fiscalizar até as embalagens de carnes de caça, não vai envolver as ruas brasileiras. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o político explicou que a tradição de pintar as ruas em tempos de Copa do Mundo poderá ser mantida em 2014.

“O que queremos com essa lei é combater a pirataria. Não é razoável que uma pessoa se aproprie de algo que não é seu e ganhe com isso, o que não tem nada a ver com a tradição brasileira de decorar nossas ruas”, disse Orlando Silva Jr, segundo aAgência Brasil.

O combate à pirataria é um dos temas mais polêmicos da Lei Geral da Copa, que está em discussão no Congresso e pode ter incomodado a Fifa por não ter saído como esperado. Na lista de exigências da entidade-mor do futebol mundial estão listados objetos como cutelo, trator, carne e até maquiagem, todos objetos que não podem conter qualquer inscrição que remeta à Copa do Mundo de 2014.

Outros temas do polêmico texto como a liberação das bebidas alcoólicas e o veto à meia-entrada também foram abordados pelo ministro. Orlando Silva alega que nenhum dos casos vai ser determinado pela Lei Geral da Copa.

“Alguns estados têm leis estaduais que vedam o consumo de bebidas alcoólicas, mas existe uma demanda da Fifa em relação a este assunto e ele será tratado com muito cuidado”, disse o ministro

Orlando Silva registrou que o veto às bebidas é uma determinação do Regulamento Geral de Competições (RGC) da CBF. A meia-entrada se enquadra no mesmo caso. Não trata-se de uma determinação federal, portanto o direito não vai ser descartado pela Lei Geral da Copa.

Informações do Uol Esporte.