Os médicos que estão cuidando do técnico Ricardo Gomes concederam uma entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira, para esclarecer o quadro clínico do comandante vascaíno. Oclínico geral Fábio Guimarães de Miranda e o neurocirurgião José Antônio Guasti descartaram fazer uma nova cirurgia em Gomes. Ele já passou por uma cirurgia no próprio domingo, dia em que sofreu o AVC hemorrágico.

Gomes segue internado na UTI, ainda está sedado e respirando por aparelhos, mas os médicos garantiram que não há possibilidade dele sofrer uma doença mais grave, como um aneurisma. “A angiotomografia cerebral, exame moderno que mostra a circulação cerebral, afastou a possibilidade de má formação que possa ter contribuído para a hemorragia. Isso é muito bom em termos de recuperação. Neste momento podemos afastar a hipótese de realizar uma nova cirurgia, algo que ainda nos preocupava”, explicou Guasti.

Miranda informou que a evolução do quadro clínico do treinador é satisfatória, mas deixou claro que o estado de Gomes ainda é grave, com risco de morte. “Ele foi operado há 48 horas, e a evolução é satisfatória. Passamos pela metade do período inicial de 72 horas (de observação), e não há qualquer tipo de alteração. É justamente neste período em que costumam ocorrer complicações importantes. A monitorização feita no CTI, assim como todas as tomografias realizadas até o momento, não mostra nada de anormal. Os sinais são de boa evolução clínica. O estado ainda é grave, mas hoje foi um dia muito bom”, disse o clínico geral.

Possíveis sequelas

De acordo com a equipe médica, ainda é cedo para saber se Ricardo Gomes terá ou não sequelas por conta do AVC. Nesta quarta-feira, os sedativos começarão a ser reduzidos e aí sim uma avaliação mais profunda poderá ser feita. De certo, apenas que o treinador ainda não tem previsão de deixar a UTI, muito menos de ter alta.

“Este prazo de 72 horas não é algo matemático. Pode ser para mais ou para menos. Na quarta-feira vamos fazer novas avaliações e começar a discutir as possibilidades. Não temos como avaliar qualquer grau de sequela antes disso. Sobre alta, ainda é cedo para falar. O Ricardo está sendo monitorado por uma série de aparelhos que só podem ser manuseados no CTI. Não podemos dar previsão de alta”, explicou Miranda.