Por Esporte Banda B 

Estádio do Café sofreu com apagões em três oportunidades no ano. (Greyson Assunção/Banda B)

Estádio do Café sofreu com apagões em três oportunidades no ano. (Greyson Assunção/Banda B)

O Londrina foi julgado na Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelos dois apagões ocorridos na partida contra o Paraná, no estádio do Café, e recebeu apenas uma multa de R$ 10 mil por não manter o local da partida com infraestrutura necessária para assegurar plena segurança para a realização do evento. A decisão ainda cabe recurso.

Foi a terceira vez que os refletores do estádio do Café tiveram problemas. As duas vezes anteriores foram nos jogos contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, e Náutico, pela Série B. No jogo contra o Tricolor, teve um pequeno atraso antes da bola rolar e logo depois, apagou novamente e paralisou a partida por 15 minutos.

O advogado Eduardo Vargas apresentou documentos do estádio e justificou que o local é administrado pela Prefeitura. “20% da receita do Londrina fica penhorada por conta de um acordo feito com o Ministério Público. Um estádio de 40 anos que jamais teve uma manutenção na estrutura, cabeamento antigo que vem de fora para dentro e que gerou esses problemas.  Ao meu ver não há de se falar de infração ao artigo 211 uma vez que o clube fez e providenciou toda a logística para a partida. Foram 3 episódios de falta de iluminação, distintas e autônomas.  No primeiro problema a explosão de um transformador na rua, depois a queima de um gerador providenciado e, neste caso, geradores novos e mais modernos, mas que ao fazer testes para a partida eram incompatíveis com a parte elétrica antiga e houve novamente a queda. Os 14 minutos parados foi o período para reaquecer e religar os geradores”, argumentou.

Entretanto, os auditores discordam da justificativa do advogado e destacaram que o fato do estádio do Café ser administrado pela prefeitura não eximia o clube de responsabilidade.