O Paraná já está a caminho de Tocantins, onde faz a abertura da Copa do Brasil diante do Gurupi. No entanto, o clima no clube não poderia estar pior: o time ainda não venceu nenhuma no Paranaense e a torcida está cada vez mais irritada com a má fase. No domingo o vice-presidente de futebol, Paulo César Silva, foi agredido na porta da Vila Capanema, por três supostos torcedores e agravou ainda mais a situação.

Enquanto o time fazia o seu último treinamento antes de embarcar para o Tocantins, a torcida estendeu faixas com os dizeres “Cavalo já foi embora. Só faltam os burros” e “Blitz na balada. O pau vai quebrar”. Todos esses acontecimentos definem bem o panorama e a pressão por um resultado positivo na estreia da Copa do Brasil.

O técnico interino do time, Ageu Gonçalves, tenta acalmar o elenco, que luta contra o emocional para tentar reerguer o Paraná. “Em alguns momentos estamos tendo essa revolta. Mas não é necessário isso que aconteceu nos últimos dias. O pessoal vem trabalhando pra que a vitória aconteça”, garantiu o treinador.

O embate contra o próprio nervosismo atrapalha, segundo o volante Luiz Camargo. O jogador afirma que diante de tanta cobrança, os outros companheiros de time vêm encontrando dificuldades para entender suas orientações. “A gente fala bastante, mas são poucos que assimilam. Isso vai de atleta pra atleta. Não posso entrar na cabeça do cara e colocar na cabeça dele o que se tem de fazer. Tem que ser por ele mesmo”, contou.