Se a partida de ida da grande final da Copa Libertadores foi morna, fora dos gramados o clima está quente entre os presidentes de Santos e Peñarol. Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro e o mandatário do clube uruguaio Juan Pedro Damiani discutiram após o protesto que alguns torcedores do Peñarol fizeram na última sexta-feira contra o alto preço dos ingressos para a final no Pacaembú.

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Juan Damiani rebateu declarações do presidente santista

A diretoria do Peñarol rebateu as críticas apontando que o preço da entrada nos dois países foi fixada em US$ 295 (cerca de R$ 395) por meio de um acordo firmado pelos dois clubes. O presidente do Santos rebateu em entrevista à Rádio 1010, de Montevidéu dizendo que o Peixe repassou os ingressos da primeiro jogo por US$ 75 (cerca de R$ 120) para os seus torcedores e que o preço atual empregado pelo Aurinegro era “problema deles”.

Damiani se irritou e negou a declaração do presidente santista. Ao diário uruguaio El País, o presidente do Peñarol exige que Luis Álvaro mostre o comprovante de pagamento dos ingressos. Edgar Welker, vice-presidente do clube carbonero foi ainda mais incisivo e disse que não sabe se o Santos rasgou, rifou ou fez papel picado com as entradas do jogo em Montevidéu, mas que o combinado seria que o ingresso para o jogo em São Paulo custasse os US$250 cobrados pelo Peñarol.

A diretoria do clube uruguaio explicou que não houve negociação de ingressos entre as duas equipes e sim um repasse de 2.450 entradas e que cada um venderia as entradas de acordo com a realidade de seu país. O gerente esportivo do Peñarol, Osvaldo Giménez explicou que a intenção da diretoria do Santos era vender os ingressos por US$ 350 (cerca de R$ 560), mas que o valor foi baixado a pedido dos uruguaios.

Os uruguaios explicaram ainda que não existiu compra e venda de ingressos entre as duas equipes. O que houve foi um repasse de 2.450 entradas em que cada um venderia e cobraria o preço acordado em seu país. O gerente esportivo do Peñarol, Osvaldo Giménez, explicou ainda que os santistas pretendiam cobrar US$ 350 (cerca de R$ 560) pelos ingressos, mas que por conta das economias distintas dos dois países, os uruguaios pediram para baixar o preço.